Mesmo com o dólar e o rendimento dos Treasuries em alta, os juros futuros fecharam a sessão regular desta segunda-feira, 18, em queda, refletindo as expectativas positivas para a agenda da semana, que tem como destaques a divulgação do Relatório Trimestral de Inflação (RTI) e do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15) de setembro, ambos na quinta-feira, 21, reforçadas pelas revisões em baixa para o IPCA na pesquisa Focus. Em sessão de volume menor de contratos negociados, o recuo foi mais acentuado nas taxas dos contratos de curto e médio prazos, que terminaram nas mínimas.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 (348.720 contratos) fechou na mínima de 7,46%, ante 7,52% no ajuste anterior; o DI para janeiro de 2020 (143.960 contratos) também terminou com a taxa mínima do dia, a 8,28%, de 8,32% no ajuste da sexta-feira; a taxa do o DI para janeiro de 2021 (73.615 contratos) caiu de 8,97% para 8,94%; e a do DI para janeiro de 2023, de 9,61% para 9,59%.

O Relatório de Mercado Focus mostrou que a mediana para o IPCA em 2017 foi de 3,14% para 3,08%. E para 2018, de 4,15% para 4,12%. Entre as estimativas para o PIB, o destaque foi o avanço para 2018, de 2,10% para 2,20%. “Tivemos o (boletim) Focus ajudando os DIs curtos. A mediana de IPCA 2018 caindo possivelmente ajude no modelo do BC a abrir espaço para mais quedas da Selic”, disse o economista-chefe da Icatu Vanguarda, Rodrigo Melo.

Nesse contexto, conforme a precificação da curva, é consenso a aposta de que a mensagem da ata do Copom, que vê “como adequada uma redução moderada na magnitude de flexibilização monetária” na reunião de outubro, resultará numa redução da Selic de 0,75 ponto. No entanto, a depender do RTI e do IPCA-15, não se descarta a possibilidade de as apostas evoluírem para uma nova queda de 1 ponto. A Selic foi reduzida no último dia 6 de 9,25% para 8,25%.

Nos demais ativos, o dólar mantinha-se em alta ante o real, acompanhando o desempenho ante outras moedas de países emergentes, cotado em R$ 3,1322 (+0,61%) no segmento à vista às 16h33.

O mercado está na expectativa pela reunião do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), na quarta-feira, sobretudo por sinais sobre como será a estratégia da instituição na redução do seu balanço, uma vez que é consenso a aposta de que os juros vão se manter na faixa de 1% a 1,25%.

Nos Treasuries, a taxa da T-Note de 10 anos avançava a 2,231%, do patamar de 2,20% na sessão anterior.

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