A China não deve manter o ritmo de crescimento que exibiu no primeiro semestre durante a segunda metade do ano, segundo o economista-chefe da Capital Economics, Julian Evans-Pritchard.

Dados oficiais publicados no fim da noite de ontem mostraram que o Produto Interno Bruto (PIB) chinês teve expansão anual de 6,9% no segundo trimestre, a mesma taxa verificada nos três meses anteriores. Analistas consultados pelo The Wall Street Journal previam avanço um pouco menor do PIB, de 6,8%.

A consultoria britânica questiona a precisão dos números oficiais, que indicam uma “implausível taxa de crescimento constante nos últimos anos”.

A Capital Economics destacou ainda que os últimos indicadores de produção industrial, vendas no varejo e investimentos em ativos fixos também superaram as expectativas.

Para a consultoria, no entanto, o ímpeto da economia chinesa não deve se manter, uma vez que medidas de combate a riscos financeiros implementadas por Pequim levaram a uma desaceleração do avanço no crédito.

Além disso, uma conferência financeira concluída na China no último fim de semana sinalizou que Pequim deverá ser ainda mais rígido na regulação da economia, ressaltou Evans-Pritchard.

Já para a corretora Nomura, é inevitável que a economia chinesa sofra uma gradual desaceleração, uma vez que o setor imobiliário deverá perder fôlego no segundo semestre. Apesar disso, a Nomura revisou ligeiramente para cima sua previsão para o crescimento do país este ano, de 6,7% para 6,8%. Com informações da Dow Jones Newswires.

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