Ciro fala sobre candidatura, Governo Temer e o “pardieiro de pilantras”

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Ciro fala sobre candidatura, Governo Temer e o “pardieiro de pilantras”. Foto: Agência Brasil

O ex-ministro Ciro Gomes já viaja o Brasil carregando a imagem de pré-candidato à Presidência da República e transmitindo as propostas que defende para a administração do País, mas, quando questionado sobre a disputa, ressalta que sua eventual candidatura depende do PDT (Partido Democrático Trabalhista).

“Estou dependendo apenas do meu partido”, frisou Ciro ao jornal O Estado, quando perguntado sobre a certeza de que seria o candidato da legenda ao Planalto nas eleições de 2018.

Ele admite que a disputa pela chefia do Palácio do Planalto será uma “luta tremenda, selvagem”, entretanto, observou que nenhum dos brasileiros pode se negar a convocação das urnas.

“Nós queremos ser um País avançado, produzindo e vendendo o que faz para entrar definitivamente na rota do crescimento e, se eu for escolhido pela população, no caso da minha postulação seguir em frente, vamos lutar intensamente para isso acontecer”, disse ele.

Junho de 2018
Ciro explicou que, para não contrariar a legislação eleitoral, a sua postulação à Presidência só pode ser formalizada em junho do ano que vem. Até lá, conforme ex-parlamentar, a estratégia é trabalhar para preparar o ambiente e construir respostas para os desafios para sociedade brasileira, além de conversar com lideranças políticas.

PDT
Ciro não participou do encontro regional do partido ocorrido no final de semana em Iguatu – quinto encontro regional da legenda para debater o cenário político e projetos para transformar o Brasil, mas sua candidatura ao Planalto já faz parte do discurso pedetista.

“Natural”
Ciro afirmou ainda que a reeleição do governador Camilo Santana é “natural”, porque, segundo ele, além de amparado legalmente, o aliado vem driblando “bem” a crise e desenvolvendo projetos em prol da população. Com relação ao PT, Ciro pontuou que, pelo que se sabe, há uma divergência interna quanto ao assunto, contudo, Camilo poderá contar com o apoio integral do PDT e de outros aliados.

Temer
Ao falar do atual momento, Ciro disse que, por um lado, se sente constrangido pois o Brasil está sendo presidido por um presidente denunciado por corrupção passiva. Do outro, afirmou não estar surpreso, porque, segundo ele, já era esperado um “governo de plena corrupção”. Conforme Ciro, o País está paralisado e prejudicando a população de um modo geral.

“Pilantras”
Sem citar nomes, o ex-ministro disse que as “tragédias” foram produzidas por um “pardieiro de pilantras”, que estão “se digladiando numa luta mesquinha pelo poder”. Para ele, o relator da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, deputado Sérgio Zveiter, agiu corretamente ao votar pela admissibilidade da denúncia contra Michel Temer.

“Acho que Michel Temer age completamente sem escrúpulo, porque manipulou parlamentares para escapar da CCJ, que teve um terço dos seus membros trocados”, condenou. E complementa: “se isso é feito à luz do dia, com cargos e aliciamentos e mais dinheiro e outras vantagens, imagine o que Temer está fazendo por trás dos panos para produzir a sua impunidade e transformar o Palácio do Planalto numa trincheira da luta do banditismo organizado do País”.

Previdência
Com relação a reforma previdenciária, o ex-ministro garante que ela não vai ser aprovada pelo Congresso Nacional graças a uma reação do povo brasileiro. Ele lembra que as mobilizações populares contrárias as propostas de mudança na Previdência reforçam a ideia de que “essa impiedosa reforma não vai passar”.

Trabalhista
Além disso, de acordo com ele, falta representatividade para classe trabalhadora, pois, com a reforma trabalhista aprovada, os sindicatos terão que negociar com profissionais que já estão ameaçados com a crise política e econômica. “A reforma trabalhista é uma grande molecagem contra o povo trabalhador porque cria uma categoria inexistente no mundo, que é prevalecer o negociado sobre o legislado, ou seja, o cidadão desempregado ou ameaçado pelo desemprego vai ser chamado para negociar através de sindicatos que são poucos representativos por regra, porque parte deles estão também corrompidos, como a gente sabe, e serão obrigados a negociar numa situação de fragilidade extrema”.

Com informações do OE e Tarcísio Colares