Depoimento de Lula será dia 10

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Na semana passada, o juiz federal Sérgio Moro adiou do dia 3 para o dia 10 de maio o depoimento de Lula (PT) em um dos inquéritos que o ex-presidente responde na Operação Lava-Jato. A decisão ocorreu depois que o delegado Rosalvo Ferreira Franco, superintendente da Polícia Federal (PF) no Paraná, disse que precisava de um prazo maior para organizar a segurança.

A decisão de Moro, mesmo que tomada após uma solicitação da PF, frustrou o desejo do PT de transformar o depoimento em um grande ato político de apoio ao ex-presidente.

A expectativa dos petistas era aproveitar a mobilização dos movimentos sociais em função da greve geral, ocorrida no dia 28 de abril, e os atos do Dia do Trabalho (1º de maio), para deslocar milhares de simpatizantes do ex-presidente até Curitiba.

Estratégia de Lula

Mesmo que o adiamento tenha potencial para mobilizar menos militantes no dia 10, a tendência é que o ex-presidente mantenha sua intenção de evitar o debate jurídico com Moro para politizar o tema Lava-Jato. Um esboço dessa estratégia foi ensaiada por Lula na entrevista que concedeu ao jornalista Kennedy Alencar, no SBT, na semana passada. O ex-presidente afirmou ter muita vontade de prestar o depoimento a Sérgio Moro, pois ele afirma “não ter que provar sua inocência, mas sim eles [Lava-Jato] é que têm que provar a [sua] culpabilidade”.

Mais uma vez colocando-se como vítima, Lula disse que “faz três anos que é massacrado 24 horas” por dia, numa referência às denúncias que surgem seguidamente na imprensa contra ele por causa de seu envolvimento na Lava-Jato.

Mesmo com uma presença menor de militantes petistas em Curitiba no dia 10, Lula tende a provocar um embate com Sérgio Moro. Não por acaso na entrevista o ex-presidente declarou que “o depoimento é a primeira grande oportunidade que terá de falar frente a frente com Moro”.

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