Fotógrafa usa scanner para registrar a vida subterrânea no quintal de casa

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Por baixo das cenouras

01 Marmota caligata / 02 Minhoca adulta  / 03 Minhoca jovem / 04 Ovos de minhoca / 05 Caracol / 06 Lagarta

Para cada uma das imagens da série Underneath (“por baixo”), Melinda trabalha umas 40 horas. Primeiro, cava buracos no jardim. Depois, coleta insetos com os dois filhos e os fotografa com uma câmera. A sessão de fotos underground demora por causa do ritmo do scanner. Mais tarde, ela se enterra no Photoshop para inserir os animais nas cenas, misturar dezenas de fotos e gerar uma imagem fictícia, porém acurada, de ambientes insuspeitos sob nossos pés.


(Melinda Hurst Frye/Reprodução)

Por baixo de Gatineau

01 Lesma / 02 Lagarta (Papilio polyxenes) / 03 Caracol / 04 Besouro-tigre (cicindela sexguttata) / 05 Formigas-de-cupim

Antes de cavar buracos em frente de casa, Melinda escaneou uma série de insetos para outro trabalho (Origins). Ela gostou tanto da resolução das imagens que decidiu testar o poder do scanner em locações externas. Uma das primeiras cobaias foi esta lagarta (Papilio polyxenesfotografada em Gatineau, Canadá.


Fotógrafa usa scanner para registrar a vida subterrânea no quintal de casa

(Melinda Hurst Frye/Reprodução)

Por baixo da Murta

01 Pupa de besouro / 02 Joaninhas / 03 Larva de besouro / 04 Mariposa / 05 Tatu-bola

Melinda escaneia cada cena entre 15 e 30 vezes para compor uma imagem. “Minha intenção é expor com rigor científico o que acontece abaixo do solo sem abrir mão de imagens bonitas, de qualidade”, explica.


Fotógrafa usa scanner para registrar a vida subterrânea no quintal de casa

(Melinda Hurst Frye/Reprodução)

Por baixo da hortênsia

01 Rato (Perognathus parvus/ 02 Tatu-bola

Esta imagem tem um detalhe particular: a presença de um roedor da espécie Perognathus parvus. Quando quer retratar mamíferos, Melinda recorre à coleção de 892 espécies empalhadas do Museu Burke, em Seattle. Ela fotografa os animais nas dependências do museu e insere os bichos nas paisagens via Photoshop.


Fotógrafa usa scanner para registrar a vida subterrânea no quintal de casa

(Melinda Hurst Frye/Reprodução)

A vida como ela é

Eis os bastidores do “árido” trabalho de Melinda: ela enterra seu detonado “Frankenscanner”, conectado com o MacBook em que manipula as imagens. O acessório mais indispensável, contudo, é analógico: um graveto que mantém o scanner perpendicular ao solo e, sobretudo, fixo – evitando imagens tremidas. A produção inclui minilâmpadas e rebatedor de luz dentro do buraco.

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