Investigados contestarão Fachin por autorizar escutas antes de homologar delação de Joesley

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Ao autorizar no dia 10 de abril as escutas telefônicas que deram origem à Operação Patmos, deflagrada no dia 18 de maio, o ministro do STF Edson Fachin usou como fundamentos declarações e provas apresentadas pelo “candidato” a colaborador Joesley Batista, um dos donos do J&F. O argumento do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, em seu pedido ao STF, é que havia urgência na implantação das medidas e, por isso, firmou um "pré-acordo" com o colaborador. Até então, dizem advogados de investigados, as delações premiadas só eram utilizadas como prova para atos judiciais após homologação por um juiz, o que não ocorreu na Patmos.

Os advogados afirmam, ainda, que contestarão a decisão de Fachin com o objetivo de anular parte da investigação, que tem o presidente Michel Temer entre os alvos.

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