Record ataca Globo à base de especulações, achismo e informações batidas

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Mais uma vez a Record TV produziu uma reportagem contra a Globo. Neste domingo (16), o "Domingo Espetacular" exibiu uma matéria de quase 17 minutos em tom de ataque, com informações batidas já conhecidas pelo público e repleta de achismo e especulações.

Segundo a emissora, uma delação do ex-ministro Antonio Palocci guardaria informações "bombásticas" que poderiam dar origem a uma nova fase da Operação Lava Jato para apurar negócios da Globo envolvendo sonegação fiscal, empresas de fachada no exterior e negócios em contratos do futebol. Mas ficou devendo por não apontar novas informações sobre a tal delação de Palocci. Os herdeiros de Roberto Marinho também não escaparam de serem citados pela reportagem.

Curioso é que o apresentador do "Domingo Espetacular" Paulo Henrique Amorim, petista ferrenho, nunca deu crédito as delações que poderiam envolver seu partido do peito, o PT. Ficamos sem entender...

Bom... sem poder mostrar o que o público realmente queria saber sobre a delação de Palocci x Marinhos, a reportagem seguiu acusando a Globo de impedir a delação do ex-ministro para benéfico próprio, apontando que a Procuradoria Geral da República impede a delação de Palocci sob pressão da Globo e concentrou-se naquelas velhas informações do processo da Receita Federal sobre as supostas empresas de fachada da família Marinho no exterior na época da Copa do Mundo de 2002.

A própria explica que a Globo pagou R$ 1 bilhão referente à dívida com a Receita, mas também teria deixado de pagar R$ 1 bilhão do montante inicial por ter se beneficiado de uma lei que dava grande desconto a quem pagasse à vista processos atrasados com a justiça.

Interessante que, ao apontar o restante da dívida, a reportagem partiu à apelação por dizer que a dívida da Globo poderia resolver os problemas financeiros do Rio, que anda quebrado, ou construir mais de 200 escolas em São Paulo. Durante toda reportagem, o tom do ataque é sentido pela própria narrativa do repórter Luiz Carlos Azenha (ex-Globo). O profissional chama a inimiga da Record de "Poderosa" e não disfarçou termos exagerados.

Segundo a Record, a líder não respondeu as perguntas enviadas pelo "Domingo Espetacular" sobre um suposto envolvimento na rejeição da delação de Palocci pela PRG. Diante do que foi "exposto" e especulado, cabe a Globo um direito de resposta. Talvez a Globo nem queira se rebaixar ao mesmo nível da terceira colocada.

Se vier contra-ataque, que as respostas venham através do "Jornal Nacional" e que, de quebra, a Globo também libere os podres da Record. Até por que, quem é a Record para falar de sonegação, falcatruas e ligações ilícitas com o governo? Não seria uma suja falando da mal lavada? Que começem os jogos!