“Vergonha não é ser gay – mas os políticos ladrões”, diz Rogéria

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Travesti precursora do teatro brasileiro, Rogéria aproveitou a Parada do Orgulho LGBT de São Paulo para criticar o momento político que o Brasil atravessa. “O Brasil está passando por uma fase terrível. Vergonha não é ser gay. Vergonha são os políticos ladrões”, disse. Ao comentar movimento “Diretas Já”, que pede a destituição do presidente Michel Temer e a convocação de eleições diretas, Rogéria fez uma analogia com o passado. “O ex-presidente Fernando Collor dizia que era rico, marajá. Achei que não fosse roubar, mas deu no que deu.”

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Aos 74 anos, a também cantora disse que ser travesti hoje é mais fácil do que há 30 anos. “As travestis, hoje, podem ter nome social. Alguém pode dizer que é meu marido. Isso não podia. Naquela época, deixavam sim a gente fazer espetáculo, mas a vida em geral, casamento, não”, disse. 

 


Rogéria é uma das estrelas do documentário Divinas Divas, dirigido pela também atriz Leandra Leal, com data de estreia marcada para a próxima  quinta-feira (22). O filme conta a trajetória das primeiras travestis do teatro brasileiro. “Me deixou muito feliz”, disse Rogéria. Em seguida, ela lembra da amiga Marquesa, também participante do filme, e que morreu em maio, aos 71 anos. “Foi muito importante. Marquesa era a mais culta de todas nós e uma das minhas melhores amigas.”

*Colaborou Luís Lima, repórter da Época.