Você tem receio de comprar um carro que vai sair de linha em breve? Então, fuja desses sete modelos enumerados pelo AutoPapo. Embora todos eles sigam à venda, a idade de seus projetos e seus baixos números de venda são indícios de que eles podem não ter muito tempo de vida pela frente. Confira quais carros estão em fim de carreira no Brasil:

1. Hyundai Tucson

Foto Hyundai | Divulgação

No exterior, o Tucson foi substituído há muito tempo pelo ix35, que, por sua vez, deu lugar ao New Tucson. No Brasil, as boas vendas dos dois primeiros modelos incentivaram o Grupo Caoa, parceiro da Hyundai, a fabricá-los em sua planta em Anápolis (GO) e a importar o terceiro. Desse modo, as três gerações do SUV médio da marca coreana passaram a dividir o mercado local.

O convívio dos três veículos desenvolvidos para substituir um ao outro, porém, ficou abalado pelo lançamento do Creta, em dezembro de 2016: apesar de ser menor, ele é bem mais moderno que o Tucson e o ix35, cujos projetos datam, a nível mundial, de 2004 e 2009, respectivamente. Já o New Tucson, apesar de atual, é bem mais caro.

O envelhecimento do projeto, associado à concorrência interna com o Creta, teve consequências nas vendas do Tucson. Em 2018, ele sequer aparece no ranking dos 50 veículos mais empacados do país, divulgado pela Federação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Fenabrave). Ultrapassado e com vendas em baixa, trata-se de um modelo em fim de carreira. É difícil imaginar que ele conseguirá se manter no mercado por muito mais tempo.

2. Volkswagen Fox e SpaceFox

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Foto Volkswagen | Divulgação

O Fox não teve antecessor e tampouco terá sucessor. O modelo atual ainda é feito com base no projeto original de 2003, que apenas sofreu atualizações no design e no interior. Quando foi lançado, tinha a proposta de ser um carro mais espaçoso que o Gol, porém com um preço mais acessível que o Polo.

Passados 15 anos desde então, a Volkswagen tem dificuldade para manter tantos carros com propostas e preços parecidos em sua linha – além dos três citados, há também o up!. Por isso, será preciso enxugar a gama. O Polo teve uma nova geração lançada no ano passado, ao passo que um novo Gol, totalmente reprojetado, está em fase de desenvolvimento e deve chegar ao mercado em 2020 ou 2021. Até lá, ou enquanto as vendas ainda se mantiverem em um patamar rentável, o Fox segue no mercado, mas não deixará sucessor direto.

Recentemente, a linha Fox foi enxugada e hoje é composta apenas pelas versões Xtreme e Connect. A situação da SpaceFox, derivada do Fox, é ainda mais delicada. O modelo pertencente a um segmento que está em extinção: o das peruas. Com vendas menos significativas que o hatch e disponível em versão única, a Trendline, a station wagon pode ser descontinuada antes dele.

3. Renault Fluence

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Foto Renault | Divulgação

O Fluence nunca foi um sucesso de vendas. Quando era novidade no mercado, cinco ou seis anos atrás, ainda conseguia manter uma média superior a 1.500 emplacamentos por mês. Atualmente, porém, já com algumas rugas, o modelo sequer figura no ranking dos 50 veículos mais vendidos da Fenabrave.

Na Europa, o sucessor do modelo já está sendo vendido. Trata-se da nova geração do Mégane Sedan, cujo projeto foi completamente refeito. Na América do Sul, não há nem sinal desso novo produto. Os planos da Renault para o segmento de médios ainda são uma incógnita, mas é possível que a marca substitua o Fluence por um SUV, como o Kadjar, já disponibilizado no exterior.

4. Peugeot 308 e 408

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Foto Peugeot | Divulgação

Derivados do mesmo projeto, o hatch 308 e o sedã 408 são outros dois exemplos de modelos médios franceses que nunca tiveram vendas expressivas no Brasil e que, após a chegada de concorrentes mais jovens, viram sua situação ficar ainda pior. Eles também não figuram entre os 50 automóveis mais vendidos do país.

A nova geração do 308 já está sendo comercializada na Europa há alguns anos. A Peugeot chegou a cogitar importá-lo para cá, mas desistiu diante da desvalorização do Real e da crise do mercado. Em fim de carreira, o hatch e o sedã têm, ao menos por enquanto, futuro indefinido – e nada animador.

5. Fiat Grand Siena

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Foto Fiat | Divulgação

O Palio saiu de linha no ano passado, mas seu derivado Grand Siena continua sendo fabricado. A pergunta é: até quando? Segundo nossos parceiros do Autos Segredos, o sedã compacto continua no mercado até, pelo menos, o último semestre de 2019. Depois disso, sua permanência só ocorrerá caso a aceitação do consumidor se mantiver em alta.

É impossível dizer como o mercado vai se comportar até lá, mas é fato que, nos últimos anos, as vendas da linha Siena vêm caindo. O modelo, que já foi líder do segmento de sedãs compactos, foi o 36º automóvel no ranking do mês passado, com 1.433 emplacamentos. Já foi ultrapassado, inclusive, por seu descendente direto, o recém-lançado Cronos, que no mesmo período teve 1.579 unidades comercializadas, que o fizeram ocupar a 30ª colocação no ranking.

6. Ford Fiesta

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Foto Ford | Divulgação

A Ford está promovendo atualizações mecânicas em sua linha nacional. Um câmbio automático de seis marchas e o novo motor 1.5 de três cilindros da família Dragon passaram a mover o EcoSport no ano passado e logo chegarão ao Ka. Nenhum desses itens, porém, têm previsão para ser incorporado ao Fiesta. O hatch chegou, inclusive, a passar por um discretíssimo face lift no ano passado, mas nem assim o fabricante promoveu mudanças sob o capô.

Como geralmente o setor automotivo evita fazer atualizações mais onerosas em modelos sem perspectivas de mercado, é no mínimo suspeito que o Fiesta permaneça com a mecânica atual. Além disso, seus números de vendas estão em baixa: ele é outro que sequer aparece no ranking dos 50 automóveis mais vendidos da Fenabrave. Em fim de carreira, a tendência é de que o hatch seja substituído por novas versões do Ka, como a FreeStyle.

7. Mitsubishi Lancer

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Foto Mitsubishi | Divulgação

O Lancer é o sedã médio de projeto mais antigo à venda no mercado nacional: a atual geração foi lançada mundialmente em 2007. Em vários países, o modelo já deixou de ser comercializado, mas segue vivo no Brasil, graças, em grande parte, à HPE, representante da Mitsubishi no Brasil, que o fabrica em Catalão (GO).

Ocorre que, nos últimos tempos, as vendas do Lancer minguaram demais: ao longo de todo o ano passado, apenas 422 unidades foram vendidas no Brasil. Há muito sedã não figura no ranking dos 50 mais emplacados na Fenabrave. Defasado e com aceitação em baixa, o médio vê sua permanência no mercado, no mínimo, ameaçada.

Para piorar, a matriz da Mitsubishi não tem planos de desenvolver um substituto direto. Existe a possibilidade de a empresa reutilizar o nome do Lancer em um SUV ou crossover inédito, tal qual já fez com o Eclipse. Porém, ao menos como sedã, o modelo não tem grande perspectiva de futuro.

Fonte: AutoPapo

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