Para um carioca, Pedro Novaes tem muito orgulho de ser goiano: o diretor se mudou com a família da capital fluminense para Goiânia aos 8 anos de idade e nunca mais quis sair do Centro-Oeste. Apaixonado pela Chapada dos Veadeiros (Alto Paraíso), o rapaz se formou em geografia, mas sua paixão pelo audiovisual falou mais forte.

Ao elaborar seu segundo longa-metragem, Alaska, Novaes se inspirou na estética dos road movies – filmes cuja trama se desenvolve na estrada – e nas belíssimas paisagens da Chapada. O trailer já anuncia a paixão do diretor: é passado “no lugar mais bonito do Brasil”. O longa conta a história de Fernando (Rafael Sieg) e Ana (Bella Carrijo), ex-namorados que se reencontram para conversar sobre o fim do relacionamento durante uma viagem pelo interior de Goiás.

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Apaixonado por documentários, Novaes quis experimentar com o formato, embora o longa seja uma ficção. “Os personagens da Chapada entram no filme. Eles meio que interpretam a si mesmos, buscamos caminhos para incorporá-los na narrativa: são pessoas reais ali. Tem também a estética, a forma crua de olhar a Chapada. Por fim, um terceiro aspecto é a improvisação. Em algumas cenas, liguei a câmera, propus uma situação aos atores e deixei as coisas rolarem”, descreve o diretor.

No filme, Novaes aborda uma dificuldade de sua geração: o conflito entre ficar em casa ou ganhar o mundo. A briga interna é universal, mas especialmente latente na juventude goiana à qual o diretor pertence. “É um conflito particularmente forte para as pessoas próximas a mim, da minha geração em Goiás. É um amor, uma paixão, uma ligação forte demais com o estado, mas tem isso de não achar que aqui é suficiente, de querer ir embora”, comenta.

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