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Americanos lucram R$ 3,1 mil com venda de sangue

Nos Estados Unidos, a venda de plasma sanguíneo se tornou uma fonte de renda para milhares de pessoas, incluindo aquelas da classe média. O plasma é a parte líquida do sangue usada para fabricar medicamentos importantes.

De acordo com o jornal The New York Times, cerca de 215 mil pessoas vendem plasma diariamente no país. Elas recebem, em média, entre US$ 60 e US$ 70 por sessão. Como é permitido fazer o procedimento até duas vezes por semana, a renda mensal pode chegar a US$ 600, o equivalente a aproximadamente R$ 3,1 mil.

Muitos utilizam esse dinheiro para custos básicos, como combustível, supermercado ou contas médicas. Empresas do setor costumam oferecer bônus para novos doadores e para quem mantém uma frequência regular nas doações.

Os Estados Unidos são responsáveis por cerca de 70% da coleta de plasma no mundo. Em 2025, o país registrou a produção de 62,5 milhões de litros. Em 2024, as exportações de plasma renderam US$ 6,2 bilhões.

A prática de pagar doadores é permitida nos EUA, mas desencorajada pela Organização Mundial da Saúde. O perfil das pessoas que vendem plasma tem se diversificado, indo além daquelas em situação de vulnerabilidade.

A reportagem encontrou desde profissionais de tecnologia e professores até enfermeiros. Muitos buscam complementar a renda para objetivos como a compra de um imóvel ou para cobrir despesas com saúde e educação.

Um exemplo é o caso de Joseph Briseño, de 59 anos. Com um emprego estável e renda anual de cerca de US$ 50 mil, ele vende plasma duas vezes por semana. Ele descreve a atividade como um segundo trabalho necessário para manter o padrão de vida da família.

Os centros de coleta também estão mudando de localização. Novas unidades estão sendo abertas em bairros mais ricos e próximas a academias e centros financeiros, segundo um estudo de pesquisadores das universidades de Washington e do Colorado.

Para muitos, a principal motivação para vender plasma continua sendo financeira. Alguns evitam contar sobre a prática por vergonha, enquanto outros veem um lado positivo por contribuir com a produção de medicamentos.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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