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Redação da rádio BandNews FM se juntou aos aplausos de todo o Grupo Bandeirantes para Ricardo Boechat. (Fotos: reprodução)

A noite de segunda-feira (11) foi marcada por homenagens ao jornalista Ricardo Boechat em todos os principais telejornais do horário nobre. Ele foi especialmente reverenciado, claro, no seu Jornal da Band.

Dele sim, é óbvio. Embora tenha sucedido uma figura do porte de Carlos Nascimento e o jornalismo da emissora do Morumbi seja seu ponto forte historicamente, Boechat moldou o JB como sua imagem e semelhança da melhor das formas. Não tratava-se de ego, bem longe disso, mas de competência e carisma. Ao simplesmente levar a sua versão cotidiana para a frente das câmeras, ele fazia por merecer aplausos diários com os comentários que não perdiam a precisão mesmo com a limitação do tempo televisivo.

Desta vez, contudo, a salva de palmas veio após ele silenciar para sempre, recordando tudo o que já falou e imaginando o tanto que ainda teria a dizer em um momento tão complicado para o país. Enquanto as mãos de dezenas de profissionais se uniam para ecoar o modo mais mundial de expressar admiração, as lágrimas escorriam pelos olhos sem ninguém as contendo. Colegas da rotina diária, profissionais do esporte, jurados do Masterchef… Todos se juntaram na redação de São Paulo para a merecida homenagem.

A cena se repetiu na antiga capital federal, em que Boechat construiu boa parte da sua carreira. E também na nova, de onde saíram declarações de políticos e juristas ao longo de todo o dia o homenageando.

No close final, a cadeira vazia. E o começo da queda da ficha sobre a ausência daquele que era o dono do espaço há mais de uma década. Sem dúvidas, um dos momentos mais emocionantes do telejornalismo brasileiro. Daqueles que marcam a história, mesmo que pela tristeza.  

No Jornal Nacional, Renata Vasconcellos lembrou que as homenagens do dia eram dedicadas para “um dos jornalistas mais talentosos do país”. Rodrigo Bocardi completou: “foi um colega extraordinário, que deixa muitos amigos”, revelando a consternação dos companheiros de profissão, já evidenciada ao longo do dia em publicações nas redes sociais. E o telejornal repetiu o que havia feito apenas duas edições antes, quando noticiou o incêndio que deixou 10 mortos no Centro de Treinamento do Flamengo: foi encerrado sem trilha em sinal de luto.

Os justos elogios também vieram de Celso Freitas antes do término do Jornal da Record: “Ricardo Boechat deixa para todos nós um exemplo de credibilidade e respeito e será sempre lembrado por isso”.

O SBT Brasil relembrou a despedida de Boechat dos ouvintes da rádio BandNews FM poucas horas antes do acidente. Tanto nele quanto no RedeTV! News, os créditos subiram igualmente sem nenhum som os acompanhando.

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