Um jovem de 19 anos foi preso suspeito de tentar matar uma adolescente de 17 anos. De acordo com a 31ª Delegacia de Polícia (Planaltina), a vítima foi abordada pelo suspeito para que mantivessem um relacionamento. A investida, no entanto, foi recusada.

Após levar o fora, o autor efetuou disparos contra a garota que precisou ser socorrida ao Hospital Regional de Planaltina (HRP).

Ele fugiu em um carro, que também foi apreendido nessa segunda-feira (11/2). O crime ocorreu no domingo (10), na Vila Buritis, em Planaltina. Ele vai responder por tentativa de feminicídio.

Feminicídios
Apenas em janeiro, quatro mulheres foram vítimas de feminicídio no DF. Na madrugada do primeiro sábado do ano (5), Vanilma Martins dos Santos levou uma facada do companheiro, Tiago de Souza Joaquim, 33, com quem vivia há 10 anos. A dona de casa morreu aos 30 anos, deixando órfão um menino de apenas três.

Na última semana do mês pasado, duas moradoras da Asa Norte foram assassinadas por homens com quem compartilharam a intimidade por anos. No dia 28/1, Diva Maria Maia da Silva, 69 anos, não sobreviveu ao receber pelo menos cinco tiros de Ranulfo do Carmo, 74, no apartamento da família, na 316 Norte. Ele também atirou em Regis do Carmo Correia Maia, 47, filho do casal, que costumava proteger a mãe durante os ataques de fúria do pai. Ranulfo foi preso em flagrante no mesmo dia.

No dia 30/1, o que parecia ser um grave incêndio com duas vítimas fatais, na mesma Asa Norte, revelou-se outro crime bárbaro do machismo. Veiguima Martins, 56, foi assassinada pelo companheiro, José Bandeira da Silva, 80. Os dois viviam mal há anos. A servidora pública já havia avisado a familiares que colocaria um ponto final na relação. Depois de esfaqueá-la, Bandeira colocou fogo no apartamento em que os dois moravam na 310 Norte e acabou morrendo ao inalar fumaça tóxica.

Um quarto caso de feminicídio está em apuração na 13ª DP (Sobradinho), depois que o corpo de uma mulher baleada foi encontrado na região do Engenho Velho, na Fercal. A polícia ainda apura a identidade da jovem e as circunstâncias do crime, mas, como as mortes violentas delas quase sempre estão relacionadas à ira deles, a primeira hipótese é de que o assassino seja alguém com quem, em algum momento, ela se relacionou.

Neste 2019, o Metrópoles inicia um projeto editorial para dar visibilidade às tragédias provocadas pela violência de gênero. As histórias de todas as vítimas de feminicídio do Distrito Federal serão contadas em perfis escritos por profissionais do sexo feminino (jornalistas, fotógrafas, artistas gráficas e cinegrafistas), com o propósito de aproximar as pessoas da trajetória de vida dessas mulheres.

O Elas por Elas propõe manter em pauta, durante todo o ano, o tema da violência contra a mulher para alertar a população e as autoridades sobre as graves consequências da cultura do machismo que persiste no país.

Desde 1° de janeiro, um contador está em destaque na capa do portal para monitorar e ressaltar os casos de Maria da Penha registrados no DF. Mas nossa maior energia será despendida para humanizar as estatísticas frias, que dão uma dimensão da gravidade do problema, porém não alcançam o poder da empatia, o único capaz de interromper a indiferença diante dos pedidos de socorro de tantas brasileiras.

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