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Kevin Hart: Envolvido em polêmicas, o quase apresentador do Oscar 2019 ganhou o apoio até de Ellen Degeneres (Foto: Divulgação)

Kevin Hart: Envolvido em polêmicas, o quase apresentador do Oscar 2019 ganhou o apoio até de Ellen Degeneres (Foto: Divulgação)

O Oscar, a mais tradicional premiação do cinema mundial, não será comandada por nenhuma celebridade específica em sua próxima e 91ª edição, que ocorre no dia 24 de fevereiro. A informação foi publicada pela revista Variety.

Após um conflito por postagens antigas do comediante Kevin Hart, que chegou a ser anunciado como apresentador, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas optou por não escalar um substituto e deve investir em diversas celebridades para apresentar a premiação, ao longo da noite.

A decisão também busca dinamizar a cerimônia, que vem em queda na audiência dos Estados Unidos, perdendo cada vez mais público e prestígio. Por mais que ainda seja considerado o principal evento do cinema mundial, a Academia tem entrado em cada vez mais polêmicas, que pouco a pouco foram minando seu prestígio.

Do Oscar so white aos Filmes Populares

Nos últimos anos, por exemplo, a principal polêmica envolvendo a premiação foi o chamado “Oscar So White”, o ano (2014/2015) onde todos os 20 indicados nas categorias de atuação eram pessoas brancas, coisa que há anos não acontecia. O fato ascendeu um debate não apenas quanto a questões sociais nos Estados Unidos e em Hollywood, mas quanto ao Oscar em si.

No mesmo ano, de forma a contornar isso, a Academia anunciou uma mudança grande em seu corpo de membros votantes, promovendo vários artistas mais novos ao posto, de forma a diversificar os indicados e evitar uma nova polêmica. Coincidentemente, ou não, 2 anos depois, Moonlight – Sob a Luz do Luar se tornou o primeiro filme com temática LGBT (e também racial) a vencer o Oscar de Melhor Filme.

Recentemente, a Academia se envolveu em outra polêmica ao anunciar que incluiria uma categoria para Filmes Populares. Sem entrar em mais detalhes, a ideia logo foi adiada, devido a reação negativa, mas serviu para que ficasse claro o quanto o Oscar, cada vez mais, busca pelo prestígio e brilho perdido.

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O Caso Kevin Hart

Kevin Hart, comediante famoso nos Estados Unidos, foi anunciado como apresentador da 91ª cerimônia no segundo semestre do ano passado. Contudo, tweets antigos de conteúdo homofóbico feitos por Hart vieram a tona e o colocaram em uma profunda polêmica. Ele chegou a se desculpar pelo que havia dito no passado e a afirmar que havia mudado.

Ellen Degeneres, famosa apresentadora de TV (e que também já comandou o Oscar) saiu em defesa de Kevin e afirmou que ele merecia apresentar a cerimônia. Contudo, em dezembro, o próprio Hart anunciou que estava renunciando ao posto, para evitar distrações polêmicas.

O Oscar não ficava sem um apresentador desde 1989. A tendência é que a safra de musicais da temporada supra o espaço dos monólogos com tom mais político e cômico, enquanto importantes nomes de Hollywood irão se revezar nos anúncios dos premiados.

Mudança também no Brasil 

Após uma fala apontada como transfóbica na edição passada, Rubens Ewald Filho não será o comentarista do Oscar na TNT novamente, sendo substituído na TV por Michel Arouca.

A Globo ainda não anunciou a sua equipe para a transmissão, mas a apresentadora Maria Beltrão deve ser mantida. O canal não adotou um comentarista fixo após a morte de José Wilker.

Colaborou: Alexandre Cavalcante

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