João Galeno Ribeiro Gomes, 72 anos, internado em estado grave desde 18 de dezembro após uma parada cardiorrespiratória, foi transferido para o Instituto de Cardiologia do Distrito Federal no último sábado (12/1). O homem estava no Hospital Regional do Paranoá e necessitava ser transferido para uma unidade de terapia intensiva (UTI), mas o GDF chegou a informar à Justiça que ele havia morrido.

Renato Araújo, advogado da família, recorreu duas vezes ao Judiciário e conseguiu intimação para que o leito fosse imediatamente liberado. “Estamos todos indignados e revoltados. Como um familiar é dado como morto sendo que ele precisa de ajuda?”, disse Keila Kátia Ribeiro, 30 anos, filha de João Galeno.

Na sentença, a juíza plantonista Gisele Nepomuceno Charnaux Sertã deferiu o pedido e disse que o “prejuízo por eventual descumprimento da decisão proferida anteriormente [comprovada pelos documentos acostados à peça petitória] é nefasto, impondo-se medida mais enérgica para garantir a efetividade do provimento liminar”. A juíza determinou ao GDF que disponibilizasse a vaga para a internação ou o transferisse para um hospital particular, com os custos assumidos pelo Estado.

Reprodução/Arquivo Pessoal

João Galeno Ribeiro

Na primeira decisão, foi arbitrada multa de R$ 5 mil por dia de descumprimento até chegar ao teto de R$ 50 mil. Na segunda sentença, a magistrada retirou o limite.

A defesa de João Galeno exigiu, por meio de documentos que constam nos autos do processo, que os responsáveis sejam punidos pela omissão e informação equivocada sobre a morte. “A família aguarda um pronunciamento oficial da Secretária de Saúde sobre o caso, considerando que o GDF informou judicialmente que o paciente veio a óbito, o que não condiz com a verdade”, disse.

Procurada pelo Metrópoles, a Secretaria de Saúde ressaltou que a resposta enviada à Justiça pela Procuradoria-Geral do DF é do fim do ano passado e que o documento não foi emitido pela atual gestão da pasta. “Os fatos serão apurados”, finalizou.

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