O presidente Jair Bolsonaro falou por telefone com o ministro do Interior e vice-premiê da Itália, Matteo Salvini, que agradeceu o empenho do Brasil em solucionar o caso Battisti.

O político italiano disse, ainda, que, sem a intervenção do presidente Bolsonaro, a extradição não teria se concretizado. Já para Bolsonaro, a conclusão do caso Battisti é um sinal que o Brasil dá de que não aceitará mais “criminoso travestido de perseguido político”, assim como simboliza o fim da impunidade nacional e internacional.

Battisti chegou ao aeroporto de Tchampino na manhã desta segunda-feira (14) sob forte esquema de segurança. A previsão inicial era de que ele fosse para o centro de detenção de Rebibbia, mas por questões de segurança, será encaminhado para Oristano, na Sardenha.

Condenado à prisão perpétua na Itália pelo assassinato de quatro pessoas na década de 1970, foi capturado no sábado, em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia. No momento da prisão, ele não mostrou resistência, não apresentou documentos e respondeu a algumas perguntas em português.

Ele se diz inocente. Para as autoridades brasileiras, é considerado terrorista. Battisti estava foragido do Brasil desde dezembro, após o ministro do STF Luiz Fux, relator do processo, determinar a prisão dele e o então presidente Michel Temer ter autorizado a extradição para a Itália.

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