Para o presidente eleito, Jair Bolsonaro, os primeiros médicos de Cuba que deixaram o Brasil após o desembarque do país caribenho do Mais Médicos eram, na verdade, militares e agentes infiltrados. O futuro chefe do Executivo federal foi questionado por jornalistas, nesta terça-feira (20/11), sobre críticas ao programa e tentativas de inviabilizar direitos dos profissionais estrangeiros.

“Há cinco anos, quando a MP chegou à Câmara eu vinha criticando a questão de não poder trazer as famílias para cá, o que é desumano, questão dos salários e a da comprovação se são médicos mesmo. Isso vai ser normalizado”, disse Bolsonaro, completando: “Os primeiros [médicos] que saíram, dos 200, no meu entendimento, foram militares e agentes cubanos que estavam aqui dentro”.

Nesta terça, o presidente eleito confirmou a indicação do deputado federal Luiz Henrique Mandetta (MS) para o Ministério da Saúde. É o terceiro membro do DEM a ocupar uma vaga no primeiro escalão do futuro governo.

Mandetta é investigado por fraudes em licitações, tráfico de influência e caixa 2 em contratos firmados quando ele era secretário de Saúde de Campo Grande. Bolsonaro defende a indicação do ministro, apesar das acusações.

“Tem uma acusação contra ele de 2009. Não deu um passo esse processo ainda. O que está acertado entre nós: qualquer denúncia que seja robusta não fará parte do nosso governo”, declarou Bolsonaro após reunião no Tribunal de Contas da União (TCU).

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