Neste domingo (10/2), aproximadamente 250 bombeiros seguem com as buscas por vítimas do rompimento da Barragem I, da Mina do Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG). Ao longo da semana, a área recebeu fortes chuvas, o que dificultou o trabalho das equipes de resgate.

As buscas, neste domingo, foram estendidas para áreas que circundavam o local onde funcionava o refeitório. O foco se concentra na região conhecida como Remanso 2, onde antes havia um lago. Os bombeiros, neste domingo, contam com máquinas pesadas para retirada de lama.

O tenente Maragon é quem comanda os trabalhos no local. Segundo ele, com a ajuda de cães, foram encontrados indícios de três corpos na área. Há pelo menos 30 homens estão empenhados na região.

“Seguimos nas buscas e já encontramos três corpos ou membros no local. Hoje ainda seguimos  os indícios”, revelou.

Entre o maquinário que está sendo utilizado, há um veículo anfíbio, que possibilita o acesso à região do lago. Segundo Maragon, a lama aumentou pelo menos 10m a altura do local, assoreando completamente a água e possivelmente escondendo corpos.

Bárbara Ferreira/Metrópoles

Cruzes em memória às vítimas de Brumadinho (MG) feita pelos moradores do local

O tenente também informou que outras equipes seguem empenhadas na região do refeitório da mina, onde acredita-se que estejam a maior parte das vítimas.

A última atualização do Corpo de Bombeiros foi de 157 óbitos, sendo 151 deles já identificados pela Polícia Civil, 182 desaparecidos e 393 pessoas resgatadas.

Prefeito fala em reconstrução
Se em um primeiro momento as autoridades do município concentraram seus esforços no atendimento à população, agora já falam na reconstrução de Brumadinho. Segundo o prefeito da cidade mineira, Avimar de Melo, a prefeitura negocia com a Vale e um fundo canadense um aporte para as obras.

A declaração foi dada durante entrevista coletiva, mas o político não detalhou nada sobre a possível parceria. Destacou, contudo, que mantém as tratativas com a mineradora para prestar o devido apoio às vítimas da tragédia, incluindo custeio de despesas dos atingidos e da reconstrução das estruturas danificadas.

A Vale, por sua vez, anunciou a compra de equipamentos para o Instituto Médico Legal (IML) de Belo Horizonte (MG), que trabalha na identificação das vítimas: Brumadinho fica na região metropolitana da capital mineira. De acordo com a empresa, já foi instalado no IML um flat scan, que custou R$ 1,3 milhão e permite escanear raios X para laudos periciais.

Já a Polícia Federal abriu investigação sobre o possível acúmulo de água e falhas de drenagem e de segurança na mina. Nesta quinta, deixaram a cadeia os funcionários da Vale e engenheiros de empresa terceirizada que atestaram a estabilidade da estrutura: a liberdade foi determinada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) nessa quarta (6).

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