Meng Wanzhou, CFO e filha do fundador da fabricante chinesa Huawei, foi presa no sábado, 1, no Canadá. A polícia local agiu a pedido dos Estados Unidos, conforme autoridades canadenses. Ela foi detida na cidade de Vancouver e deve ser extraditada para os EUA. Os motivos da prisão seriam violações da empresa a sanções impostas ao regime do Irã.

A empresa, em nota, confirmou a prisão, disse que a executiva não cometeu qualquer crime, e que espera um desfecho justo para a situação.

Os EUA também abriram investigações para descobrir se a Huawei burlou os embargos econômicos impostos pelo país a Cuba, Sudão e Síria. Desde 2012, o governo norte-americano se recusa a adquirir equipamentos da Huawei sob alegação de que seu uso ameaça a segurança nacional.

Nos últimos meses, o governo Trump tem pressionado outros países, como Alemanha, Itália e Japão para proibirem a aquisição de produtos da fabricante chinesa. Austrália e Nova Zelândia já baniram a Huawei do mercado de redes móveis 5G local. A prisão também se dá em meio à briga comercial, entre o governo de Donald Trump e o governo de Xi Jiping.

Líder no mercado de fornecimento de redes de telecomunicações, a Huawei é maior que a sueca Ericsson e a finlandesa Nokia, juntas, em receita, com faturamento anual reportado equivalente a € 77 bilhões no final de 2017.

Estima-se que tenha 180 mil funcionário no mundo (as rivais têm cerca de 100 mil, cada), dos quais, 80 mil seriam dedicado a P&D, o que levou a empresa a superar também as demais no depósito de patentes em telecomunicações. No mercado de celulares, a companhia é a segunda maior fabricante do planeta, atrás apenas da sul-coreana Samsung. (Com agências)

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