Ao menos 31 pessoas morreram e dezenas estão desaparecidas no leste do Zimbábue, após a passagem do ciclone Idai, que também afetou o vizinho Moçambique, anunciou neste sábado (16) o ministério da Informação.

A maioria das mortes ocorreu na cidade de Chimanimani, indicou o ministério da Informação.

Milhares de pessoas foram afetadas, foram registrados cortes no abastecimento elétrico e as principais pontes foram inundadas na região de Manicaland, fronteiriça com Moçambique, segundo um deputado zimbabuano.

“Ao menos 25 casas foram arrastadas por uma enxurrada de lama na cidade de Ngangu, na região de Chimanimani. Tinha gente dentro, estão entre os desaparecidos”, declarou à AFP Joshua Sacco, deputado do distrito de Chimanimani (leste).

A passagem do ciclone Idai por Moçambique na sexta-feira deixou pelo menos 19 mortos e isolou a cidade de Beira (centro) do restante do país, ao deixá-la sem eletricidade, linha telefônica e aeroporto.

As autoridades de Maputo tinham ativado o alerta vermelho para a região no começo da semana, na previsão da chegada de Idai e haviam evacuado a população mais vulnerável.

O centro de Moçambique registra desde o começo de março fortes chuvas e inundações que, antes da passagem de Idai, deixaram pelo menos 66 mortos e 150.000 afetados, segundo as autoridades locais.

Estas chuvas violentas também atingiram o sul do vizinho Malauí, onde deixaram 56 mortos, cerca de um milhão de afetados e mais de 80.000 deslocados, segundo o último balanço oficial.

Moçambique e Malauí, dois dos países mais pobres do mundo, estão submetidos há anos a longos períodos de seca que se alternam a episódios de chuvas devastadoras.

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