O presidenciável Ciro Gomes (PDT) destacou durante debate eleitoral, transmitido nesta quinta-feira (9/8) pela TV Bandeirantes, que “não precisamos colocar a lei do chicote nas escolas”, ao comentar declaração feita pelo postulante ao Planalto Jair Bolsonaro (PSL). O candidato do PSL defendeu como ex-capitão do Exército a “hierarquia e disciplina” nas salas de aula do país.

“É preciso respeitar os professores, mas não precisa disso”, disse Ciro ao mencionar o discurso do candidato adversário de implementar escolas militares no Brasil.

Na outra ponta, Jair Bolsonaro citou que pesquisas mostram que 70% dos professores são desacatados nas escolas. Frente a isso, uma das soluções, segundo o candidato, seria  “fazer um colégio militar em cada estado”. A maior destas escolas, segundo Bolsonaro, ficaria em São Paulo.

Para Ciro Gomes, é preciso “reforçar o orçamento” do setor. Sem essa iniciativa,  “não há educação que preste”, afirmou. “O que resolve mesmo é a mudança do padrão de ensino, substituir o decoreba e ensinar o aluno a pensar”, ressaltou.

O debate contou com a participação dos postulantes: Alvaro Dias (Podemos), Cabo Daciolo (Patriota), Ciro Gomes (PDT), Henrique Meirelles (MDB), Jair Bolsonaro (PSL), Geraldo Alckmin (PSDB), Guilherme Boulos (Psol) e Marina Silva (Rede).  Na ocasião, os oito presidenciáveis apresentaram suas respectivas propostas para um eventual governo.

Lula
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), preso na Superintendência da Polícia Federal (PF) de Curitiba (PR) desde abril, não participa do debate. A defesa de Lula havia pedido à Justiça para que o candidato anunciado pelo Partido dos Trabalhadores participasse da discussão por meio de videoconferência ou gravações feitas previamente. No entanto, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) negou o recurso impetrado pelos advogados do petista.

Diante disso, o candidato a vice na chapa de Lula, Fernando Haddad, afirmou que participaria do debate de forma paralela.

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