Comissão fará reunião com PM sobre repressão a atividades culturais de jovens. Foto: Dário Gabriel

Os relatos e denúncias de repressão policial a atividades culturais de jovens nas periferias de Fortaleza serão levados ao comandante da Polícia Militar na próxima sexta-feira (17/05).

É o que ficou acertado durante a audiência pública da Comissão de Cultura e Esportes da Assembleia Legislativa realizada na última sexta-feira (10/05), que tratou sobre o tema.

O debate foi realizado atendendo ao requerimento do deputado Elmano Freitas (PT), em conjunto com a Câmara Municipal de Fortaleza, por meio do mandato do vereador Ronivaldo Maia (PT).

Reuniões
Além da reunião com o comandante geral da PM, Elmano Freitas se comprometeu a marcar outras reuniões e levar o tema a outros representantes do Estado, como assessor especial de Relações Institucionais do Governo do Estado, Nelson Martins, para discutir a criação de uma lei que regulamente a ação das polícias em eventos culturais. Também foi sugerida reunião com a Secretaria de Cultura para discutir a criação de um edital específico para as atividades culturais da juventude em espaços públicos, com o intuito de fortalecer suas iniciativas. O vereador Ronivaldo Maia se comprometeu em levar os encaminhamentos para a esfera pública municipal.

Repressão
O representante da Companhia Bate Palmas, Rafael Frota, relatou situações de repressão policial em saraus, cobrou que seja esclarecida qual deve ser a atuação da Polícia nessas situações e lamentou que nenhum representante da Polícia tenha comparecido à audiência.

Miguel Braz, do Levante Popular da Juventude, afirmou que ações truculentas acontecem em eventos culturais da juventude e que isso não acontece só em espaços públicos. “No passado a Polícia invadiu um Cuca, que é um espaço da Prefeitura. E teve também na sede da companhia Bate Palmas, que é um espaço particular”, informou. Ele também questionou por que a repressão que acontece na periferia não ocorre nas áreas nobres.

Agenda
A secretária executiva da Secretaria de Cultura do Estado, Luisa Cela, explicou que deve-se abrir uma agenda de regulamentação da atuação da segurança pública. “O comitê gestor do Ceará Pacífico seria espaço propício para provocar essa pauta”, sugeriu.

Com informações da AL

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