A criança de 4 anos que disse ter tido a cabeça queimada pelo pai com um ferro de passar roupa deve passar por uma cirurgia para reconstituir o couro cabeludo na terça-feira (15/1). De acordo com o conselheiro tutelar responsável pelo caso, Aelson Vieira de Araújo, a operação será feita no Hospital Regional da Asa Norte (Hran). O conselheiro destaca que o menino está se recuperando bem.

Os suspeitos de maus-tratos são o pai biológico e a madrasta. “Ele ainda tem muito medo do casal. No entanto, apesar de tudo, está melhorando rapidamente. Estamos fazendo um trabalho psicológico com ele”, explica o conselheiro. “Os avós paternos já entraram em contato com a gente e disseram que têm interesse em cuidar do neto.”

Conforme Aelson, a mãe do garoto mora em Minas Gerais. Por enquanto, ele está sob a guarda do Conselho Tutelar de Formosa (GO), onde ocorreu o caso. Aelson Vieira informou ainda que o caso foi levado à Vara da Infância e Juventude.

O garoto foi encontrado por policiais militares de Formosa após denúncia de que havia um menino enrolado em cobertores e com vários hematomas dentro do porta-malas de um Fiat Palio vermelho. O carro pertencia ao pai e a madrasta. As informações são do Mais Goiás.

Ao abordar o veículo, os militares encontraram o garoto no banco de trás. Segundo a corporação, o menor tinha várias feridas no rosto e queimadura no couro cabeludo. O pai e a madrasta disseram aos policiais que os machucados foram provocados por duas quedas da cama onde ele dormia.

O menino, no entanto, desmentiu os adultos: de acordo com ele, o pai havia usado um ferro de passar para provocar as queimaduras. Além disso, relatou que só recebia biscoitos para comer.

Segundo a PM, o pai da criança tem outros antecedentes criminais. Não foi especificado por quais crimes. Ele e a mulher foram levados para a Delegacia de Polícia Civil de Formosa, onde foram autuados por lesão corporal e liberados em seguida. Já a criança ficou sob responsabilidade do Conselho Tutelar da Região Sul.

Reprodução

Couro cabeludo do menino ficou ferido

 

Fernanda Lima, delegada responsável pelas investigações no âmbito da Delegacia da Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), declarou que a polícia de Goiás ainda não pode se manifestar sobre o caso. “Há muito o que ser esclarecido”, disse. “Cabe a nós descobrir o que de fato aconteceu. Precisamos colher provas, juntar o processo e submeter o inquérito policial. Contamos com a colaboração de todos.”

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