A cada temporada, Nicolas Ghesquière dá um salto rumo ao futuro e nos surpreende com bolsas que remetem a discos voadores e tênis de plataforma que parecem feitos para o espaço e inúmeras estampas psicodélicas.

Na noite dessa quarta-feira (08/05/2019), o diretor criativo da linha feminina da Louis Vuitton inovou na mistura de tecidos e brincou com estampas. Além disso, lançou as bolsas mais hype do momento e transformou acessórios clássicos em itens de colecionador. A coleção Cruise 2020 é um sucesso e prova que sobreposições e looks oversized são sedutores e elegantes!

Vem comigo saber mais!

 

Criada a partir das características cosmopolitas da cidade que nunca dorme, a coleção Cruise 2020 moderniza os anos 1980, vividos com intensidade pelos fashionistas da Big Apple, ao lado do punk, do mood motociclista e da alfaiataria que permeia a Wall Street. Localizada no Terminal 5 do Aeroporto John F. Kennedy, a passarela da grife francesa celebrou os diferentes estilos e fases do street style de Nova York.

Dentre todos os endereços estonteantes da Big Apple, Nicolas Ghesquière escolheu o TWA Hotel, que inaugura na próxima semana, para sediar o desfile. O espaço é simbólico, pois continha o antigo TWA Flight Center (centro de aviação da TWA), inaugurado em 1962 e desativado em 2001. O Terminal 5 do Aeroporto John F. Kennedy, onde atualmente está o hotel, abrigou com maestria o oitentismo moderno proposto pelo estilista e ainda fez jus às origens da casa, que começou fabricando baús de viagem no século XIX.

Confira!

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Mood oitentista conduziu toda a coleção Cruise da Louis Vuitton

 

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Aqui as tribos punk e do motociclismo se unem em um só look

 

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Jaquetas deram uma pegada rocker em algumas produções

 

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A Wall Street foi lembrada por meio da alfaiataria

 

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Peças em couro ganharam um inusitado acabamento em renda

 

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A saia balonê, ícone dos anos 1980, marcou presença

 

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Alfaiataria ganhou modelagens bem ajustadas

 

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Movimento New Wave foi revisitado em algumas peças

 

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Mix de texturas e estampas na parte superior do look

 

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Mais uma produção da Wall Street, aqui com uma camisa que remete às luzes de NY

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Camisa com pegada art déco contrasta com bermuda de alfaiataria

Entre as referências mais óbvias, estão os arranha-céus e as luzes da metrópole, representadas por estampas e texturas que lembram o brilho da noite nova-iorquina. Os jacquards em dourado remetem à decoração dos edifícios Chrysler, Empire State e o Rockefeller Center.

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Jaqueta com os prédios tradicionais de NY estampados

 

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Produção lembra o horizonte da cidade, marcado pelas luzes à noite

 

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O brilho inspirado nas milhares de lâmpadas da metrópole

 

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Os jacquards usados lembram a decoração art decó dos edifício mais antigos

 

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Outra peça em jacquard, agora com corte assimétrico

Na modelagem, ombros marcados, assimetria e volumes estratégicos nas saias e mangas, como manda a cartilha oitentista. As calças de alfaiataria com pences bem definidas no cós apareceram com frequência, bem como as capas em diferentes texturas.

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Top com ombros marcados

 

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Volume na parte superior e saia assimétrica

 

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Mais uma produção assimétrica com pegada art decó

 

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Outro look de ombros marcados

 

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Calça com pences bem definidas

Porém, o que mais chamou atenção no desfile foram as bolsas com telas de LED, que permitem a exibição de imagens com resolução de 1920 x 1440 pixels, um desdobramento da maleta criada por Marc Jacobs em 2008. Na ocasião, o designer encerrou o desfile da Louis Vuitton com uma peça que transmitia imagens do cartoon Bob Esponja.

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Bolsa com tela de LED

 

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Nicolas Ghesquière se mantém como uma ótima escolha para a Louis Vuitton

 

Se na linha masculina da Louis Vuitton, Virgil Abloh representa o frescor que o menswear da marca necessitava, na parte feminina, Ghesquière significa algo maior: um profissional estratégico, maduro e em constante atualização. Assim como Pierpaolo Piccioli encantou os japoneses com a homenagem da Valentino ao país, no último pre-fall, Nicolas brindou o estilo nova-iorquino com originalidade e elegância, como só um veterano faria!

Colaborou Danillo Costa

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