Os primeiros levantamentos da perícia que analisa o incêndio no alojamento da divisão de base do Flamengo revelaram que o local continha material altamente inflamável, o que pode ter acelerado a propagação do fogo.

Segundo reportagem de O Globo, um dos corpos carbonizados tinha odor forte de solvente. Além disso, fontes relataram ao RJTV que espuma foi encontrada no local do incêndio, ocorrido na sexta-feira, que matou 10 atletas e deixou três feridos.

A empresa NHJ do Brasil, responsável por fabricar os contêineres utilizados pelo Flamengo, informou que os módulos habitáveis são compostos por painéis termo-acústicos preenchidos com poliuretano (espuma) revestidos dos dois lados e chapas de aço, formando um sanduíche.

Especialistas explicam que, apesar de o poliuretano ser altamente inflamável, as chapas de aço absorveriam todo o calor, mas não pegariam fogo. O risco maior era a existência de algum tipo de tinta solvente nas paredes.

O poliuretano é o mesmo material usado na Boate Kiss, em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, que pegou fogo em 2013, com 242 pessoas mortas e quase 700 feridos. No incêndio em 2013, o fogo se alastrou em minutos e causou a tragédia.

Deixe uma resposta