Os cidadãos de Cuba terão acesso à internet móvel em seus celulares a partir desta quinta-feira, 6, anunciou a companhia de telecomunicações do país, Etecsa.

Os executivos da empresa anunciaram nesta terça-feira 4 uma gama de pacotes mensais de internet, de 600 MB por o equivalente a 7 dólares a 4 GB por 30 dólares. Sem um pacote, 100 MB custarão aos usuários 10 dólares.

De acordo com a vice-presidente da Etecsa, Tania Velázquez, a empresa enviará um aviso personalizado aos seus clientes com a oferta dos quatro pacotes disponíveis para acessar o serviço.

O custo estará fora do alcance de muitos cubanos, já que o salário médio está em torno de 30 dólares por mês, e muitas pessoas dependem de dinheiro enviado por parentes no exterior ou de trabalhos temporários paralelos para sobreviver.

Cuba ficou muito atrás da maioria dos países no acesso à internet, seja por falta de dinheiro, por um longo embargo comercial dos Estados Unidos ou por preocupações do governo com o livre fluxo de informações.

Até 2013, a internet só estava disponível para o público em hotéis turísticos da ilha. Mas o governo desde então tornou o impulso à conectividade uma prioridade, introduzindo cibercafés e pontos de acesso a Wi-Fi externos e, lentamente, começando a conectar residências à internet.

“Será bom poder conectar-se à web com maior conforto”, disse Guillermo Diaz, 38 anos, que freqüentemente se dirige a um hotspot Wi-Fi em um parque perto de sua casa para conversar com a família que emigrou para os Estados Unidos.

O presidente Miguel Díaz-Canel, que sucedeu Raúl Castro em abril, defendeu uma maior conectividade, destacando o potencial da internet para impulsionar a economia e permitindo que Cuba defenda melhor sua revolução online.

A Etecsa anunciou que o acesso a aplicativos estatais e sites como Ecured, uma Wikipedia cubana, seria significativamente mais barato do que o acesso à rede mundial de computadores.

A operadora estatal cubana realizou dois testes gratuitos do serviço de dados móveis em agosto e setembro para avaliar a sua capacidade e viabilidade antes de finalmente lançar o serviço desta tecnologia de comunicações.

(Com Reuters e EFE)

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