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Guma e Lívia, mocinho e mocinha de Porto dos Milagres. (Foto: Reprodução)

A novela escolhida pelo Viva para voltar ao ar, Porto dos Milagres, tem uma semelhança a atual, também de Aguinaldo Silva, O Sétimo Guardião. Ambas foram um pesadelo para o autor em termos de audiência em suas primeiras semanas.

A novela de Aguinaldo Silva, protagonizada por Marcos Palmeira e Flávia Alessandra, começou como um banho de mar à noite – gelado e cortante. Seu primeiro capítulo atingiu 47 pontos, mas como uma onda que quebra antes de chegar à areia, a queda foi brusca logo em seguida. Em suas primeiras semanas, a novela sofria para chegar a número como 41 e 42 pontos, quando a meta à época era de 45.

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Alguns capítulos, como os de sexta e sábado, chegavam a números de 35/36, considerados pífios para aquele ano (2001).

A volta por cima só começou a acontecer lá para a 11ª semana, onde a novela atingiu 49 pontos em uma segunda e, a partir daí, conseguiu se manter entre os 44 e os 45 quase sempre, excetuando alguns poucos dias. Nas 3 últimas semanas, a média foi acima de 50 em todos os capítulos da semana (e 48 nos dois sábados) e no capítulo final, a média foi de ótimos 60 pontos.

Ainda assim, as primeiras semanas fracas prejudicaram a média geral da novela, que terminou abaixo da meta: 44 pontos. Uma decepção para um autor acostumado – até então – ao sucesso como Aguinaldo Silva.

A história se repete?

18 anos depois, Aguinaldo novamente enfrenta um começo difícil. Dadas as devidas proporções, os números de O Sétimo Guardião são tão preocupantes quanto os apresentados por Porto dos Milagres à época de sua exibição original.

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Assim como a obra atual, Porto dos Milagres era pautada no realismo fantástico, gênero que até então o autor dominava com maestria. À noite de lua cheia, os habitantes da cidadezinha fictícia eram envoltos em tramas mágicas, como a personagem de Cláudia Alencar, que voltava como fantasma depois de ter sido morta pela vilã de Cassia Kis. A novela ainda tinha em sua espinha dorsal uma forte trama ligada ao misticismo, as religiões africanas e a Iemanjá, a rainha das águas.

Caso siga os passos de Porto dos Milagres, O Sétimo Guardião deve se recuperar nas próximas semanas, mas não a ponto de conseguir uma média de audiência satisfatória.

Iemanjá, rainha do mar 

Inspirada em dois romances de Jorge Amado (Mar Morto e A Descoberta da América Pelos Turcos), Porto dos Milagres tinha como seu ponto de partida os gêmeos Félix e e Bartolomeu. Félix, casado com Adma, chegava à cidade de Porto dos Milagres, no litoral baiano e tornava-se “rei” após sua mulher envenenar seu irmão.

O que Félix não esperava era que seu irmão tivesse um filho recém-nascido, que Adma logo trata de tentar matar, para impedir que qualquer pessoa fique em seu caminho e no do seu marido. A vilã tenta matar o garoto, mas ele acaba chegando até as mãos de Frederico, devoto de Iemanjá, que acabou de perder um filho e cria o garoto, a quem chama de Guma.

No futuro, Guma, protegido da deusa das águas, será um dos maiores rivais do tio, Félix, e viverá uma complicada história de amor com a bela Lívia.

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