A proibição do uso de qualquer peça que cubra o rosto, incluindo a burca e o niqab, entrou em vigor hoje (1) na Dinamarca, em meio aos protestos de mulheres muçulmanas que consideram a norma como limitadoras de seus direitos. Críticos da nova regra também afirmam tratar-se de uma medida meramente simbólica, pois pouca pessoas usam essas peças no país escandinavo.

A burca é um tipo de véu islâmico que cobre o corpo inteiro da mulher, enquanto o niqab deixa expostos somente os olhos. Outras peças usadas por mulheres muçulmanas, como o hijab, que cobre os cabelos e o pescoço, não estarão sujeitas à proibição.

Grupos contrários à medida convocaram para hoje uma manifestação. Espera-se que participem do movimento tanto mulheres que, por tradição ou vontade de suas famílias, usam a burca e o niqab, assim como as muçulmanas não adeptas das peças e pessoas que se solidarizaram com a causa.

O uso em espaço público da burca e do niqab ou de qualquer outra peça que cubra o rosto totalmente será penalizado com multa de 1.000 coroas (cerca de 586 reais). Em caso de reincidência, a multa pode aumentar para até 10.000 coroas (5.860 reais).

Nas manifestações contra a medida, segundo a polícia dinamarquesa, as mulheres poderão usar essas vestimentas e qualquer dinamarquês poderá vestir uma máscara, uma vez que o direito à liberdade de expressão continua garantido nesses casos.

(Com EFE)

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