Inspirada por um post de Bárbara Ferreira, Thetahealer, curadora e visionária, senti a vontade de compartilhar com vocês o conto da verdade e da mentira:

Certa vez, a Mentira e a Verdade se encontraram. A Mentira, dirigindo-se à Verdade,  disse-lhe: “Bom dia, dona Verdade”!

Zelosa de seu caráter, a Verdade, ouvindo tal saudação, foi conferir se realmente era um bom dia. Olhou para o alto, sem nuvens de chuva. Os pássaros cantavam. Não havia cheiro de fumaça na mata. Tudo parecia perfeito. Tendo se assegurado de que realmente era um bom dia, respondeu:
“Bom dia, dona Mentira”!

“Esta muito calor hoje não é mesmo”?, disse a dona Mentira.

Realmente estava quente demais. Deste modo, vendo que a Mentira estava sendo sincera, a Verdade começou a relaxar, a baixar a guarda. Por qual razão haveria de desconfiar, se a dona Mentira parecia tão cordial e “verdadeira”?

Diante do calor insuportável, a Mentira, em um gesto de amizade, convidou a Verdade para juntas banharem-se no rio. Como não havia mais ninguém por perto, despiu-se de suas vestes, pulou na água e insistiu: “Vem, dona Verdade, a água está uma delicia, simplesmente maravilhosa”!

O convite parecia irrecusável. Assim sendo, dona Verdade, sem duvidar da Mentira, despiu-se de suas vestes, pulou na água e deu um bom mergulho.

Ao ver que a Verdade havia saltado na água, rapidamente a Mentira saltou para fora, vestiu-se rapidamente com as vestes da Verdade – que estavam à margem – e se mandou sorrateira.

Tendo suas roupas furtadas, a Verdade sai da água e ciosa de sua reputação, por sua vez, recusa-se a vestir a roupa da Mentira, deixadas para trás.

Certa de sua pureza e inocência, nada tendo do que se envergonhar, não tendo outra opção, saiu nua.

Desde então, aos olhos das pessoas, ficou mais fácil aceitar a Mentira vestida com vestes da Verdade, do que aceitar a Verdade nua.

Autor desconhecido 

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