Bolsonaro base americana EUA
Bolsonaro presta continência à bandeira dos EUA (reprodução)

Em mais um recuo, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) anunciou que desistiu da ideia de implantar uma nova base militar dos EUA no Brasil. As informações foram publicadas no jornal Folha de S. Paulo nesta terça-feira (8).

Os comandantes militares e oficiais generais da cúpula das Forças Armadas do Brasil foram informados da decisão pelo ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva.

Bolsonaro havia citado a possibilidade da instalação de uma base dos EUA, país com o qual vem travando uma aproximação agressiva desde que foi eleito, durante entrevista ao SBT na semana passada.

“A questão física pode ser até simbólica, hoje em dia o poderio das forças armadas americana, soviética, chinesa, alcança o mundo todo, independente de base. Agora, de acordo com o que estiver acontecendo no mundo, quem sabe vamos discutir essa questão [base militar americana no Brasil] no futuro”, afirmou o presidente ao SBT.

Seu chanceler, Ernesto Araújo, confirmou a intenção na sequência. Ela foi elogiada, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, pelo secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, que esteve na posse do presidente no dia 1º.

A ideia de uma base militar dos EUA no Brasil não foi bem digerida pelo Alto Comando do Exército Brasileiro, que expressou seu descontentamento em conversas de seus membros.

Os EUA possuem mais de 800 bases em cerca de 80 países, mas nenhuma ativa na América do Sul. Estiveram presentes na Colômbia em acordo com o governo local, dando apoio ao combate às Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).

A ideia da base dos EUA no Brasil contraria os princípios de soberania e busca de meios de autodefesa estabelecidos pela Política Nacional de Defesa e pela Estratégia Nacional de Defesa.

O Brasil só abrigou militares americanos durante a Segunda Guerra Mundial. Em 1942, o governo Getúlio Vargas cedeu áreas em Natal (RN) para operações aeronavais aliadas no Atlântico, em troca de favorecimento político e econômico.

‘Lambe-botas’

Após acenar insistentemente aos EUA e demonstrar alguma idolatria ao presidente Donald Trump, Bolsonaro passou a ser visto internacionalmente como um capacho norte-americano.

Semanas depois de vencer a eleição presidencial, Bolsonaro protagonizou uma cena cômica ao bater continência para o conselheiro de segurança nacional dos EUA, John Bolton, quando o recebeu em sua casa para um café da manhã.

Embora tenha alguma semelhança ideológica com Trump, Jair Bolsonaro tem revelado, em seus primeiros atos de governo, que a sua política é a da liquidação do país em favor dos grandes bancos e do mercado financeiro.

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