As forças da ordem da França detiveram, neste sábado, 554 pessoas em Paris, com o objetivo de impedir preventivamente incidentes violentos pelas convocações de protestos dos “coletes amarelos”, de acordo com informações do jornal Le Monde. Na avenida Champs-Élysées, os manifestantes tentam chegar ao Arco do Triunfo, mas são impedidos por policiais, iniciando confrontos. Em toda a França, há cerca de 31.000 manifestantes neste sábado, com mais de 700 detenções em todo o território do país.

Uma porta-voz explicou que até às 12h45 (horário local, 9h45 de Brasília), o número era de 554 detenções, um número muito superior aos protestos da semana passada, em que 412 detenções aconteceram ao longo do dia, em Paris. Ele destacou que essas pessoas, detidas sobretudo por fazerem parte de grupos suscetíveis de protagonizar atos de violência ou por possuírem objetos que possam ser utilizados para esse fim, não necessariamente ficarão sob custódia uma vez realizadas as verificações pertinentes.

Os manifestantes franceses conhecidos como “coletes amarelos” fazem parte da classe média francesa, que lideram, há três semanas, protestos no país contra o aumento do preço dos combustíveis. O primeiro grande protesto nacional aconteceu no dia 17 de novembro e foi organizado por meio das redes sociais. Os coletes amarelos são jaquetas fluorescentes obrigatórias nos carros franceses para o caso de acidentes.

Nas ruas, os protestantes também lutam pelo aumento do valor do salário mínimo e das aposentadorias, além da renúncia do presidente frances, Emmanuel Macron. Em dias de protestos, manifestantes fazem fogueiras improvisadas nos locais turísticos da cidade e usam os coletes. Até agora, com os protestos, o presidente Macron suspendeu o reajuste no imposto sobre os combustíveis no país.

(com EFE)

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