O MP Pró-Sociedade, entidade que reúne promotores e procuradores em todo o País, repudiou o que classifica de ‘ofensas do mais baixo nível proferidas na sessão de 14 de março do Supremo Tribunal Federal contra honrados e combativos colegas do Ministério Público’.

Em nota pública, MP Pró-Sociedade não citou o nome do ministro Gilmar Mendes, mas a ele se refere. O ministro promoveu ataque feroz a procuradores da Lava Jato. Atribuiu aos investigadores ‘métodos de gângster’.

Segundo MP Pró-Sociedade ‘não é a primeira vez que tais fatos ocorreram, com violação, assim, do artigo 35, inciso IV e VIII, da Lei Orgânica da Magistratura (Lei Complementar nº 35/1979)’.

A entidade diz ‘lamentar o silêncio do Ministério Público presente, a despeito do previsto no artigo 6.º, inciso XV, da Lei Complementar nº 75/1993, o que também não ocorreu pela primeira vez’.

Quando fala em ‘Ministério Público presente’, a entidade faz alusão à procuradora-geral da República Raquel Dodge que ouviu a ofensiva sem precedentes de Gilmar e não se manifestou.

MP Pró-Sociedade alega, ainda, que ‘estranha a instauração de um inquérito ilegal e inconstitucional em todos os seus aspectos por violar, dentre outras normas, o artigo 43, do Regimento Interno do STF’. O inquérito foi anunciado pelo ministro Dias Toffoli, presidente do Supremo, contra fake news.

Ao final da nota, a entidade crava: “Os lugares mais quentes do inferno estão reservados para aqueles que nos tempos de grandes crises adotam a neutralidade” (Dante – Divina Comédia).

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