Omarosa Manigault Newman, ex-assessora do presidente dos Estados Unidos Donald Trump, gravou em segredo diversas conversas comprometedoras que manteve com o magnata, tanto pessoalmente como pelo telefone, segundo publicou nesta sexta-feira (10) a imprensa mundial.

Manigault Newman foi uma das mais proeminentes funcionárias negras no alto escalão da Casa Branca. Segunda ela, nas conversas gravadas, Trump se mostra extremamente racista.

As gravações serão divulgadas em seu livro “Unhingued” (“Desequilibrado”, em tradução livre do inglês), que será lançado na próxima semana, segundo o site Daily Beast.

De acordo com o jornal americano The Washington Post, Manigault Newman conta em seu livro que a equipe de Trump ofereceu a ela um contrato o valor de 15.000 dólares por mês para que ficasse em silêncio sobre as gravações, mas ela recusou.

Após participar em 2004 do reality show apresentado por Trump, The Apprentice (O Aprendiz), da emissora NBC, Manigault Newman se transformou em uma das pessoas de confiança do multimilionário, que não hesitou em colocá-la em sua equipe de governo quando assumiu a Presidência do país, em janeiro do ano passado.

Manigault Newman ostentou o cargo de diretora de Comunicações do Escritório de Relações Públicas da Casa Branca até que apresentou sua demissão, em dezembro, por razões nunca esclarecidas.

Desde então, a outrora confidente de Trump se transformou em seu pesadelo. Em diversas declarações, Manigault Newman deu a entender que o conteúdo de seu livro poderia demonstrar, entre outras coisas, o caráter racista do presidente.

Segundo o jornal The Guardian, que teve acesso a uma cópia adiantada da obra, a ex-assessora afirma em seu livro que Trump usava constantemente a palavra “nigger” durante as sessões de gravação de seu programa televisivo. O termo é considerado uma forma extremamente pejorativa e ofensiva para se referir aos negros nos Estados Unidos.

Ainda segundo o jornal britânico, Manigault Newman também descreve como Trump se dirigiu de forma racista ao marido de sua também assessora Kellyanne Conway, que tem origem filipina. De acordo com ela, o presidente se referiu ao estrangeiro como “fodido, flip! desleal! fodido goo-goo!”.

Tanto “flip” como “goo-goo” são duas expressões depreciativas utilizadas para atacar a comunidade filipina nos Estados Unidos.

Um porta-voz da editora Simon & Schuster, responsável pela publicação do livro da ex-assessora, não quis confirmar a existência das gravações de Trump ao Daily Beast. No entanto, o funcionário da editora garantiu que a empresa está convencida de que a autora “pode fundamentar” a narração de sua passagem pela Casa Branca.

(Com EFE)

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