A assistente social e militante da causa trans Lucci Laporta, 26 anos, foi nomeada para um cargo no gabinete do deputado distrital Fábio Felix (PSol). No posto, ela terá a missão de formular políticas públicas de valorização da diversidade e de promoção da igualdade.

Segundo dados da ONG Transgender Europe (TGEu), o Brasil é o país que mais mata pessoas transgêneros no mundo. Para Laporta, o maior desafio é trabalhar na redução desses números.

“A gente precisa construir uma sociedade em que todas as identidades sejam respeitadas para que pessoas trans não sejam assassinadas nem cometam suicídio”, afirmou Lucci.

Com o cargo no Legislativo, Lucci pretende juntar dinheiro para a cirurgia plástica que vai por fim ao longo processo de sofrimento e de desconforto com o corpo.

Lucci despacha do gabinete 24 da Câmara Legislativa do Distrito Federal, escolhido pelo distrital do PSol, o primeiro parlamentar assumidamente gay a ocupar cadeira no plenário da Casa.

Ela será a segunda mulher trans a trabalhar na CLDF. A primeira foi Ruby Lopes, em 2018. A enfermeira era lotada no gabinete da deputada Telma Rufino (Pros).

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