O presidente Jair Bolsonaro (PSL) realizou, nesta segunda-feira (14/1), a troca da chefia da Secretaria de Assuntos Estratégicos, no Palácio do Planalto. O general Maynard Marques de Santa Rosa assumiu o cargo no lugar do cientista político Hussein Kalout. A cerimônia não foi aberta para a imprensa.

Santa Rosa integrou o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), como chefe do Departamento Geral do Pessoal do Exército, em 2010. Ele foi exonerado da função após entregar relatório com críticas à Comissão da Verdade, a qual nomeou de “comissão da calúnia”.

Estabelecida por lei, a Comissão da Verdade foi criada para investigar crimes e violações dos direitos humanos durante a ditadura militar. No documento, que foi alvo de críticas, Santa Rosa classificou como um erro entregar a busca pela verdade na mão do que ele chamou de “fanáticos”. Para ele seria o mesmo que “entregar o galinheiro aos cuidados da raposa”.

Essa não foi a primeira polêmica envolvendo as declarações do general. Em 2018, ele publicou críticas à situação política no país, chamada por ele de “esquizofrenia social”, em blog oficial do Exército.

Segundo o militar, a Constituição de 88 gerou um quadro de desordem social, econômica e política. “O bombardeio populista e ideológico, a partir da Constituinte de 1988, consolidou uma cultura de direitos sem deveres e minou o princípio da autoridade”. No texto ele cobrava ainda uma “reação antes que o faça o instinto de sobrevivência coletivo”.

Transição
O general participou de todo período de transição do governo de Michel Temer (MDB) para Bolsonaro. Ele chegou a ter o nome confirmado para chefiar o Programa de Parceria de Investimentos (PPI), mas foi nomeado para a Secretaria de Assuntos Estratégicos.

 

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