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Ismar Madeira estreou em Nova York falando de mais uma polêmica do governo Trump. (Foto: reprodução)

Nesta quinta (10), a Globo promoveu a primeira entrada do seu novo correspondente internacional. Ismar Madeira estreou na sua função na redação da emissora em Nova York.

Criado em Brasília, o jornalista cobriu a promulgação da Constituição de 1988 e a eleição de Fernando Collor logo no início da carreira, ainda na TV Manchete. Já pela sucursal da Globo no Distrito Federal, atuou nas coberturas esportiva e econômica.

Segundo o Memória Globo, portal institucional da emissora, Ismar mudou-se para Belo Horizonte em 1995. Na emissora mineira, se destacou como apresentador local e repórter em coberturas marcantes, como as do caso Eliza Samudio e do desastre ambiental de Mariana. Ele é mestre pela UFMG desde 2011.

— Antes de estrear, Dony de Nuccio gravou piloto do JN; veja vídeo —

Ismar começou a nova rotina de trabalho trazendo informações sobre a polêmica em torno da construção de um muro na fronteira com o México, o que atualmente paralisa o governo do país.

Ele ocupa a vaga que era de Fábio Turci, que retornou ao Brasil após 4 anos nos EUA. O jornalista comentou sobre o regresso, relembrando coberturas marcantes que realizou no período em que esteve fora do país, como as de ataques de atiradores em Orlando e Las Vegas.

 

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DESPEDIDA E RECOMEÇO Foram 4 anos, 3 meses e 13 dias como correspondente da Globo nos EUA. Estive em mais da metade dos 50 estados americanos. Viajei pra cidades como Washington, Los Angeles, San Francisco, Chicago, Boston, Las Vegas, Filadélfia, Atlanta, Detroit, Dallas, Miami, Nova Orleans, Memphis, Nashville, Selma. Quando um covarde entrou atirando numa boate LGBT em Orlando, vi uma comunidade arrasada, mas que se abraçou pra ficar de pé. Quando outro covarde matou 58 pessoas num show em Las Vegas, vi gente depositando flores pra fazer selfies e aparecer na TV. Quando outro desses covardes matou 8 pessoas numa ciclovia de Nova York, ele se acidentou na esquina da minha casa. Ainda vi tragédias naturais, como a do furacão Irma. Mas não foram só desgraças. Conheci o maior exemplo de amor ao próximo que já testemunhei: Mohamed Bzeek, imigrante da Líbia, que adota crianças sem família em estado terminal pra dar a elas amor de pai no tempo que lhes resta. E, falando em amor ao próximo, também segui caminhos por onde passou Martin Luther King Jr. Cruzei a ponte em Selma onde ele e outros bravos marcharam pelo direito ao voto dos negros. Estive diante do túmulo dele em Atlanta e no lugar onde foi assassinado em Memphis. Também vi de perto a eleição de Donald Trump. Voei num dos aviões da campanha dele. Vi gente vibrando com a ideia de fechar o país aos muçulmanos (e pensei muito nisso quando conheci o Mohamed Bzeek, de quem falei aí em cima). Entrevistei Will Smith, Harrison Ford, Mark Hamill, Gal Gadot, Denzel Washington, Roger Waters, Metallica, Ozzy Osbourne, Jon Bon Jovi. Cobri a Marcha das Mulheres, o Black Lives Matter, a ONU, o Papa Francisco, a cerimônia do Oscar. Termino minha jornada realizado, mas não consigo me imaginar um “ex-correspondente”. As experiências me transformaram pra sempre – e reforçaram convicções. Volto ao Brasil ainda mais apaixonado pela minha profissão, consciente da nobreza e do potencial transformador do jornalismo e disposto a trabalhar por ele e por quem precisa. Que alguns digam o contrário, que neguem os fatos, a História, a ciência, só reforça o quanto o jornalismo é vital. Bato no peito e digo: sou jornalista com muito orgulho

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