Ecobranqueamento ou lavagem verde pode inicialmente parecer algum método de
adestramento intelectual, muitas vezes, utilizado por políticos ecochatos, oportunistas que
tanto sucesso fazem junto a pessoas que se julgam engajadas e esclarecidas. Na verdade, é um termo utilizado para designar um procedimento publicitário utilizado por uma empresa com o objetivo de dar à opinião pública uma imagem ecologicamente responsável dos seus serviços ou produtos, ou mesmo da própria organização.
Geralmente, neste caso, a organização tem, porém, uma atuação contrária aos interesses e
bens ambientais aproveitando-se somente para surfar a “onda verde” e incorporar à sua
imagem institucional uma conveniente atitude politicamente correta. O neologismo, na
realidade, é a nova face de antigas práticas de manipulação da informação, ou melhor, da
desinformação, abusando da boa fé e da ingenuidade das pessoas.

O “greenwashing” não inclui apenas informações enganosas, mas principalmente o ato
malicioso de aumentar a importância de fatos irrelevantes e vem sendo usado por
ambientalistas para nomear práticas de responsabilidade ambiental, promovidas por empresas,
que não passam de ações de marketing não vinculadas à estratégia do negócio.
Em um mundo em que a economia verde e as boas práticas de sustentabilidade ganham
importância na decisão das pessoas, e em que boa parte dos ativos das empresas é intangível,
parecer verde é cada vez mais importante. Portanto, ao ler em alguma embalagem que tal
detergente “planta árvores pra você” ou ouvir aquela convocação para “salvar o planeta”,
cuidado com os arautos desta nova panaceia.
Por trás destes disfarces, pode se esconder um tremendo picareta querendo lhe empurrar algo meloso e lúdico como costumam ser as mentiras mais doces.

Carlos Mesquita
Engenheiro civil e vereador de Fortaleza

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