Um grupo armado assassinou nesta sexta-feira, 10, o ativista indígena Leonel Díaz Urbano, que liderou mobilização contra a construção de uma hidrelétrica na comunidade de San Juan Tahitic, no estado de Puebla, México.

Segundo meios de comunicação locais, vários homens atacaram o ativista com armas de fogo em sua casa, durante a madrugada de sexta-feira. Os tiros foram disparados do lado de fora de uma das janelas. Os assassinos fugiram e são procurados pelas autoridades.

Díaz Urbano era símbolo da luta contínua para conter a instalação de uma hidrelétrica em San Juan Tahitic, da empresa empresa Gaya SA. A construção prevê o desvio do leito do rio Apulco, que provocaria, segundo os ativistas, danos para os povos indígenas e cerca de 60 hectares de vegetação.

Nos últimos cinco anos, a serra de Puebla foi palco de três assassinatos de ativistas, sendo o último caso em maio de 2018, quando um opositor a projetos de mineração em Cuetzalan, Manuel Gaspar, foi executado.

Os candidatos ao governo de Puebla, Enrique Cárdenas, pelo conservador Partido Ação Nacional (PAN), e Alberto Jiménez Merino, do Partido Revolucionário Institucional (PRI), lamentaram a morte de Díaz Urbano e condenaram a violência generalizada no país e os perigos enfrentados pelos defensores dos direitos humanos.

“Lamento profundamente o assassinato do ativista zacapoaxtla Leonel Díaz Urbano. Os direitos das comunidades e povos originais serão respeitados e defendidos no meu governo”, escreveu Cárdenas no Twitter.

“Lamento profundamente a morte de Leonel Díaz Urbano, destacado priista e representante da estrutura. Desejo rápida resignação à sua família e condeno energicamente a violência sofrida hoje por nossa sociedade pueblana. Descanse em paz!”, disse Jiménez Merino na mesma rede social.

(Com EFE)

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