Um homem, de 35 anos, foi detido por cerca de 12 horas após ser autuado em flagrante por agressão. Porém, o caso foi bem menos comum do que parece.

Silvano Rogério Weber foi mantido na Central de Flagrantes da Polícia Civil de Curitiba (PR) após bater em dois homens que teriam tentado invadir a casa dele para furtar uma bicicleta na madrugada desta quinta-feira (6/12).

De acordo com o Boletim de Ocorrência (B.O), registrado pela PC, Weber notou o furto e, temendo que os bandidos voltassem, ficou esperando o retorno escondido. Ele afirmou que surpreendeu os suspeitos quando eles voltaram, entrou em luta corporal e conseguiu imobilizar os dois, chamando a polícia em seguida.

Na delegacia, ele acabou ficando preso e a dupla liberada, alegando que foi torturada. Não satisfeitos, os assaltantes voltaram na residência do homem, que seguia preso, quando um deles foi detido pelo Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope).

Liberado pela juíza Anne Regina Mendes, que antes havia homologado a prisão em flagrante, ele afirma que não se arrepende. “Eu fiz o que qualquer cidadão brasileiro faria pela família e, se tivesse que fazer de novo, faria mais uma vez”, disse ele, após ser solto.

A Polícia Civil emitiu uma nota na qual afirma que os supostos bandidos não foram presos desde o início por falta de provas que estariam envolvidos com as acusações. Com informações do G1 e do Paraná Portal.

Veja a íntegra da nota:

“A Polícia Civil informa que em relação a uma dupla conduzida à Central de Flagrantes, na madrugada desta quinta-feira (06/12) suspeita de furtar uma bicicleta no quintal de uma residência, no bairro Hauer, os indivíduos não permaneceram presos pois não havia qualquer prova em relação a autoria do fato por parte dos conduzidos.

Em relação a prisão em flagrante de Silvano Rogério Weber, 35 anos, a polícia informa que ele foi preso suspeito por torturar a dupla conduzida à delegacia, fato confessado pelo próprio Weber. Ele ainda teria se passado por policial fazendo menção de estar armado, durante a abordagem.

Vale alertar a população que as leis são cumpridas, por isso é importante que as vitimas chamem a Polícia Militar no momento de qualquer crime, sem tentar resolver de maneira pessoal, reagindo ou agredindo o suposto criminoso”.

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