A Igreja Católica e a prefeitura de Roma estão disputando as milhares de moedas jogadas na Fontana di Trevi, um dos principais pontos turísticos da capital italiana. Anualmente, o tradicional gesto dos visitantes em busca de sorte e a realização de outros desejos rende aproximadamente € 1,5 milhão (R$ 6,4 milhões).

Desde 2001, o dinheiro é entregue à Igreja Católica para o financiamento de projetos sociais em Roma. Porém, a prefeita Virginia Raggi, representante do populista Movimento 5 Estrelas, pede que parte do valor seja direcionado para a administração da cidade. A batalha teve início no ano passado, e a última liminar que impedia a mudança venceu em dezembro. A expectativa é que a partir de abril a reorganização do valor seja concretizada.

O montante deverá ser investido na infraestrutura de Roma, como na recuperação de ruas, recolhimento do lixo e manutenção dos pontos públicos em geral. A prefeitura também afirma que parte do total continuará sendo destinada para as associações sociais católicas.

Apesar desta garantia, o Avvenire, o jornal da conferência dos bispos da Itália, afirmou que a medida irá tirar o dinheiro da população mais carente. A Igreja Católica espera que a prefeitura volte atrás na decisão, citando as “inúmeras preocupações levantadas por jornalistas, políticos, padres e muitos cidadãos que adotaram as mídias sociais” para expressar sua aversão à nova medida.

 

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