A deputada estadual Martha Rocha afirmou, nesta segunda-feira (14/1), que é inadmissível ter bandidos portando fuzis em plena luz do dia no Rio de Janeiro.

Nesse domingo (13), o carro da parlamentar foi atingido por tiros na Penha, na Zona Norte da capital fluminense. Segundo ela, é preciso defender as pessoas que moram e passam pela região onde sofreu o ataque a tiros ao lado da mãe e do motorista.

A deputada participou nesta segunda-feira da recondução de Eduardo Gussem ao cargo de procurador-geral Justiça do Ministério Público do Rio.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro afirmou que já identificou um suspeito de participar do ataque. Após o crime, o governador Wilson Witzel determinou escolta imediata para a deputada.

Segundo o governador, a linha inicial de investigação aponta uma tentativa de latrocínio, ou seja, roubo seguido de morte. Mas, segundo Witzel, a hipótese de atentado ainda não foi descartada.

No domingo, após o ataque, a parlamentar relatou aos jornalistas que já vinha sofrendo ameaças de mortes por parte de milicianos e que por isso comprou um carro blindado. A parlamentar não foi atingida pelos tiros, mas o motorista Geonísio Santos Medeiros foi baleado na perna. Ele chegou a ser levado para o hospital e recebeu alta logo depois.

Martha Rocha foi a primeira mulher a chefiar a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro e é referência nacional no combate à violência contra mulher. Ela teve uma atuação destacada no processo de criação das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (Deam). Atualmente ela exerce o segundo mandato como deputada estadual pelo PDT na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

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