A Polícia Civil (PCDF) confirmou a morte do policial militar de Goiás acusado de agredir a mulher e abrir fogo contra membros da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) no Edifício Residencial Alameda Gravatar, na Quadra 301, de Águas Claras. Após a confusão, na manhã deste sábado (9/3), o homem pulou do segundo andar do prédio e foi levado com vida ao hospital pelo Corpo de Bombeiros (CBMDF).

Identificado como W.C.M, o homem de 44 anos não resistiu aos ferimentos e morreu na unidade de saúde. De acordo com os bombeiros, o PM de Goiás teria sofrido um surto psicótico.

Vídeos gravados por moradores de Águas Claras mostram cenas aterrorizantes, com sons de disparos, gritos e a vítima pulando do prédio. Segundo informações da PMDF, após discutirem, o homem agrediu a mulher e abriu fogo contra os militares. Depois, ele teria arrombado o imóvel de um vizinho, de onde saltou.

Nas imagens divulgadas, é possível ver policiais militares do DF tentando negociar com o homem, que efetuou disparos de dentro do apartamento. Uma outra pessoa, que seria o irmão dele, tentou ajudar nas negociações, mas, ainda assim, o homem pulou do 2º andar do prédio. A PM informou que os tiros não atingiram a mulher e nenhuma outra pessoa.

Por volta das 7h15 deste sábado (9), a PMDF foi acionada para atender uma ocorrência envolvendo uma mulher que gritava por socorro no quinto andar do edifício. De acordo com a corporação, chegando ao local, os militares foram ao apartamento e bateram na porta do casal. Em seguida, foram recebidos pelo agressor, que abriu fogo contra os policiais.

Afugentados pelos disparos, os policiais desceram do apartamento e pediram reforço policial da Operação Gerente e Batalhão de Operações Especiais (Bope).

Foi quando o homem saiu do apartamento, desceu para o 2º andar, arrombou a porta de outra unidade e pulou com a arma na chão, informou a PM. Na queda, ele teria efetuado outro disparo, de maneira involuntária.

Neste 2019, o Metrópoles inicia um projeto editorial para dar visibilidade às tragédias provocadas pela violência de gênero. As histórias de todas as vítimas de feminicídio do Distrito Federal serão contadas em perfis escritos por profissionais do sexo feminino (jornalistas, fotógrafas, artistas gráficas e cinegrafistas), com o propósito de aproximar as pessoas da trajetória de vida dessas mulheres.

O Elas por Elas propõe manter em pauta, durante todo o ano, o tema da violência contra a mulher para alertar a população e as autoridades sobre as graves consequências da cultura do machismo que persiste no país. Desde 1° de janeiro, um contador está em destaque na capa do portal para monitorar e ressaltar os casos de Maria da Penha registrados no DF. Mas nossa maior energia será despendida para humanizar as estatísticas frias, que dão uma dimensão da gravidade do problema, porém não alcançam o poder da empatia, o único capaz de interromper a indiferença diante dos pedidos de socorro de tantas brasileiras.

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