A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo recebe nesta quarta-feira, 12 de agosto, das 17h às 22h, a edição paulista do projeto Mulheres que Pensam o Brasil. O movimento, que começou em Brasília, junta lideranças dos setores público e privado, da Justiça, do mercado e da sociedade civil para criar propostas que fortaleçam a democracia e aumentem a presença feminina em espaços de decisão.
O projeto foi criado pela advogada eleitoral e cientista política Gabriela Rollemberg, fundadora da Quero Você Eleita e diretora da Elas Pedem Vista. A iniciativa chega à capital paulista depois de edições no Senado Federal e na Câmara dos Deputados.
A meta do encontro é consolidar a Carta das Mulheres para a Política — Agenda Nacional para as Eleições de 2026. O documento é colaborativo e foi elaborado por mais de 400 mulheres, com foco em paridade, governança, ESG, combate à violência política de gênero e desenvolvimento econômico. A carta está sendo entregue a todos os presidenciáveis para que as propostas entrem nos planos de governo dos candidatos e candidatas.
O evento terá a presença da ex-ministra Simone Tebet, da candidata à Presidência da República Clariana Barão, da deputada estadual Marina Helou, da representante da Virada Feminina, Marta Lívia Suplicy, e da vice-presidente da OAB-SP, Daniela Magalhães, entre outras participantes.
O movimento Mulheres que Pensam o Brasil busca reunir diferentes vozes para discutir o papel feminino na política nacional. As edições anteriores, realizadas no Congresso Nacional, serviram para ampliar o debate e coletar contribuições de mulheres de diversas áreas. Agora, com a etapa em São Paulo, a organização pretende fortalecer ainda mais a rede de apoio e articulação para as eleições de 2026.
A escolha da Assembleia Legislativa como sede reforça a importância do diálogo entre a sociedade e os poderes constituídos. A participação de figuras como Simone Tebet, que já ocupou ministério e é nome conhecido no cenário político, dá peso à iniciativa. A presença de representantes de entidades como a OAB-SP e movimentos femininos amplia o alcance das discussões.
O evento é aberto ao público e deve reunir mulheres de diferentes perfis, incluindo políticas, empresárias, advogadas e ativistas. A ideia é que, ao final do encontro, a Carta das Mulheres para a Política ganhe novos apoios e contribuições. O documento final será apresentado oficialmente aos candidatos à Presidência, com a expectativa de que as propostas sejam incorporadas às plataformas de governo.
