O nome da vez é Florence – e não é a cantora indie dos vestidos esvoaçantes. Florenece é o mais novo furacão a apavorar os Estados Unidos e levar milhões de pessoas a evacuar suas cidades nas regiões banhadas pelo Atlântico.

O potencial destruidor do Florence ainda não se cumpriu – mas ele pode estar no ápice da sua carreira de modelo. A tempestade ganhou uma sessão de fotos muito especial, realizada diretamente do espaço.

A imagem mais impressionante veio do astronauta Alex Gerst, que faz parte da equipe da Estação Espacial Internacional (ISS). Lá de cima, da órbita terrestre, ele postou a fotografia do ponto central da tempestade no Twitter – e deixou claro que ele mesmo ficou espantado com o resultado.

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Já olhou diretamente para o olho escancarado de um furacão Categoria 4? É arrepiante, até mesmo do espaço.

Alex Gerst

Como assim categoria 4? Bem, o Florence foi classificado segundo a escala Saffir–Simpson de furacões. Ela categoriza os fenômenos de acordo com a velocidade dos seus ventos. Para merecer o título de furacão e se enquadrar na categoria 1, uma tempestade giratória precisa causar ventos de mais de 119 km/h. Para você ter noção da potência do furacão atual, a escala só chega até a categoria 5 – classificação máxima, para furacões com ventos acima de 252 km/h. Segundo o ranking, portanto, podemos esperar que Florence crie ventanias entre 209–251 km/h.

A foto da ISS não foi a única imagem espacial a capturar o Florence. Um dos satélites da NASA que está em órbita, batizado de Terra (é, um Terra que orbita a Terra), foi equipado com uma supercâmera que tirou a foto que abre esta matéria.

Uma terceira imagem incrível foi feita por outro satélite, o DSCVR, com a câmera EPIC (sigla espertinha para Câmera de Imagem Policromática da Terra). Nesta bela fotografia do planeta, na se vêem pelo menos dois furacões – o Florence em si, mais perto da costa, e seus parente menos desastrosos, o Helen – além do ciclone tropical Isaac, que nem teve a honra de ser chamado de furacão. Essa imagem foi feita a uma distância de 1,5 milhão de quilômetros da superfície da Terra.

<span class="hidden">–</span>Reprodução

Uma curiosidade interessante é que boa parte das imagens fotografadas no espaço costuma ser colorida artificialmente, mas deixar a imagem mais interessante ou destacar aspectos específicos da foto. O book fotográfico do Florence, no entanto, já veio com cores naturalmente incríveis. É quase um furacão orgânico: natural e sem corantes.

Mar quentinho

Há pouco tempo, a SUPER já avisou que os furacões devem ficar mais destrutivos. Parte da culpa é da temperatura do mar, que está aumentando. Um furacão só ocorre com a convergência de várias condições naturais específicas, nas quais você pode se aprofundar aqui. Uma delas é que a temperatura do oceano naquela região precisa estar acima dos 27ºC. De acordo com cientistas atmosféricos da NASA, o mar está bem mais quente do que seria normal nessa época do ano – tornando o Florence um furacão fora do padrão.

A NASA vai seguir monitorando a tempestade – tanto de longe quanto de perto – mas a previsão é que, nas regiões que ela deve atingir, das Carolinas do Norte e do Sul e o estado da Virginia, pode-se esperar enchentes, correntes marítimas e pancadas de chuva preocupantes.

 

 

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