O ex-ministro da Justiça e do Supremo Tribunal Federal (STF) Nelson Jobim criticou nesta quarta-feira, 13, a aposta em “pessoas e não em instituições” para o aperfeiçoamento do combate à corrupção.

“Temos a mania de sempre esperar o dom Sebastião”, criticou, durante painel sobre colaboração interorganizacional no combate à corrupção, realizado pelo Insper. “Não podemos esperar que isso venha de uma liderança.”

Jobim disse que o aperfeiçoamento dos sistemas de controle contra desvios na esfera pública passa por medidas de “natureza institucional”.

Para ele, é fundamental dar mais eficácia aos órgãos de controle de corrupção no Brasil, com maior instrumentalização.

O ex-ministro alertou ainda para disputas internas entre órgãos públicos que combatem o crime.

“Há uma disfuncionalidade. O Poder Judiciário contra o Ministério Público, o Tribunal de Contas tentando chamar a si. As instituições estão disfuncionais”, disse.

Para o ex-ministro, além do combate à corrupção, é necessário “analisar os incentivos institucionais” para que ela ocorra. “A corrupção é consequência do incentivo e da oportunidade”, reforçou.

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