Apaixonado por surfe, Rob Bell não é um religioso como os outros. Ele já escreveu diversos livros — o mais recente chamado “What is the Bible?”; em 2011, deixou a igreja que fundou, a Mars Hill Bible Church, em Michigan, onde era pastor, para morar na Califórnia e fazer turnês pelo mundo; e entrou para a lista dos mais influentes da revista Time falando sobre fé e religião — mas do seu ponto de vista.

“Eu não acho que eu rompi com os ensinamentos tradicionais, eu só acho que eu percebi que muitas pessoas deixaram para trás esses ensinamentos”, diz ele em entrevista a TVEJA. “Qualquer sistema religioso ideal existe para nos fazer crescer e expandir. E, para muitas pessoas, essa experiência religiosa simplesmente não as ajudou a crescer.”

Ao contrário do que pregam muitos religiosos, Bell não acredita no inferno. Segundo ele, Jesus usou os termos Céu e Inferno para se referir às situações presentes e não à vida após a morte. “Nós temos o Inferno: Desde a violência com armas; até doenças; ou as 600 milhões de pessoas no mundo que não têm acesso à água potável”, enumera ele.

E como Bell explica as mazelas do mundo? Para ele, é muito “destrutivo” argumentar que Deus está punindo alguém. “Eu começo [pensando] num nível muito mais básico: “Se você e eu seremos livres para criar, e amar, e inovar, então nós também teremos que ser livres para sermos maus, desagradáveis e marginalizados.”

Para o pastor, atualmente, existe uma certa “arrogância” das em relação à religião. Ficou popular pensar ‘nós temos ciência agora, por que precisamos dessa primitiva e bárbara tolice?’, mas, quando seu amigo morre, você precisa de um poema, você precisa de uma oração, você não precisa de um algoritmo”, conclui ele.

 

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