“Me Chame Pelo Seu Nome” não é só um filme mega elogiado pelo público e pela crítica — e que estreia dia 18 de janeiro no Brasil. É, primeiramente, um livro escrito por André Aciman e lançado em 2007 que foi recebido de forma tão positiva quanto sua versão para os cinemas.

Sempre que a gente se depara com uma adaptação, chega junto aquela vontade de encontrar o material original. Aproveitando que o filme está prestes a entrar nas salas de cinema, selecionamos trechos publicados no GoodReads do que alguns leitores acharam do livro — que aliás foi publicado recentemente aqui no país!

Os leitores

“É uma maravilhosa história sobre o amadurecimento de um adolescente que está explorando sua sexualidade e seu primeiro gosto real de paixão e amor. Muitas vezes senti como se eu estivesse lá ao lado de Elio e Oliver, ao mesmo tempo torcendo por eles e às vezes me perguntando se a situação era saudável para qualquer uma das partes. Apesar de minhas próprias opiniões pessoais, posso admitir que esses momentos perfeitamente capturados que a maioria das pessoas vivencia na juventude — incidentes intensos e descuidados onde tudo parece importante e devastador, mesmo se irem embora junto com o final da estação, ou do verão, ou do semestre, mas você se lembra desses momentos para o resto de sua vida.”


“Não sei se eu já li um livro tão implacavelmente preciso nos detalhes de cada dúvida e esperança, principalmente dúvida, que colora qualquer interação ou a falta dela com o objeto do desejo de uma pessoa. Essas dúvidas precisas são separadas e destiladas pura e firmemente, e com lucidez, por Aciman. Ele simplesmente não alivia. Esssa foi a grande surpresa de ‘Me Chame Pelo Seu Nome’, para mim. Mesmo quando eu pensei que gostaria de jogar o livro para o lado às vezes, quase perdi meu ponto porque eu não conseguia largá-lo.”


“Infelizmente, eu vivenciei esse tipo de paixão profunda e abrangente [da história] com outra pessoa. Eu não chamo pessoalmente de amor; não mais. Em vez disso, é um sentimento de uma obsessão esmagadora, quase febril, com a existência de uma pessoa – seu corpo, sua risada e tudo o que ela faz ou diz. Para mim, ‘Me Chame Pelo Seu Nome’ captura esse sentimento em toda a sua intensidade e se destaca de outros romances porque não segue a fórmula usual de duas pessoas se encontrando, os clichês do flerte e a angústia, e finalmente eles terminam juntos. Não é um spoiler dizer que essa história não é assim; se você está lendo isso para se sentir bem, então você ficará desapontado. (…) Nós ficamos dentro da mente de Elio enquanto ele fantasia romântica e sexualmente sobre Oliver. Aciman constrói um livro baseado nos pensamentos mais íntimos e nas emoções mais dolorosas. Às vezes é quase demais e eu queria desviar o olhar quando Elio sente que não pode chegar perto o suficiente; parece que ele quer rastejar dentro da pele de Oliver. É uma experiência intoxicantemente romântica, íntima, física, miserável.”


“Esta não é uma história sobre assumir sua sexualidade. O livro pode ser descrito como uma história sobre amadurecimento, mas ainda assim não se encaixa muito bem. É, na verdade, um livro sobre… se conectar. Sobre a descoberta de uma conexão com outra pessoa, uma conexão tão forte que é quase violenta, que torna suas emoções tão bagunçadas que você não consegue encontrar as palavras para descrevê-la. Isso é amor? Desejo? Obsessão? Repugnância? Vício? No final provavelmente acharemos que é tudo isso e nada disso. Um romance brilhante, que, no meio da frustração sexual (e da confusão), também trata de uma questão importante para mim: confiança. Coisas acontecem e são descritas neste livro que deveriam justificar um aviso de ‘não leia em lugares públicos’, mas mesmo com essas coisas aparentemente tendo caráter sexual, são muito mais sobre intimidade, sobre confiar em alguém o suficiente para ficar completamente nu na frente da pessoa. Encontrar-se de alguma forma nessa pessoa. Isso é algo falado no livro várias vezes, especialmente no ato ao qual o título se refere; chamando-se por seus próprios nomes. Como se dissesse: ‘Eu entendo. Eu sou você, você é eu.'”


Há algo incrivelmente íntimo em estar imerso na mente e nos pensamentos mais profundos e pessoais de alguém. Neste livro acontece exatamente isso. Mergulhamos no fluxo de consciência de Elio, sem tabus ou inibições, no raciocínio de sua mente completamente aberta para ser lida e, por que não, entendida e sentida como ele o faz. Nunca tinha estado na mente de outra pessoa, e embora não fosse mais do que um personagem fictício, foi uma experiência nova, intensa e certamente inesquecível. Posso dizer com certeza que esta foi uma das leituras mais reveladoras que tive na minha vida. Você não encontra todos os dias um livro inesquecível, então fico feliz que hoje tenha sido um desses poucos dias. Se você está disposto a sentir, e só digo sentir, porque não posso prever o que você sentirá, e se você estiver disposto a fazê-lo sem preconceitos ou barreiras de qualquer tipo, então você deve ler este livro.”


A maioria dos livros são lidos por causa de uma boa história e eu entendo isso, mas outros livros, como esse, são lidos pelo prazer da linguagem. O que quero dizer com isso é que muitas das frases deste livro podem ser lidas e apreciadas por conta própria, porque são lindamente escritas. Aciman obviamente se esforçou em suas frases até o ponto em que eu me percebi muitas vezes parando para reler uma delas mais de uma vez e apenas apreciando as palavras. A história em si é ótima porque realmente parece verdade. Os personagens deste livro estão longe de serem perfeitos e são às vezes irritantes. Não vou discutir a trama a não ser dizer que é agridoce e real. Eu acho que qualquer homossexual verá a sua própria versão jovem no protagonista.”

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