Após ser palco de mais um crime bárbaro na terça-feira (12/2), o Parque da Cidade Sarah Kubitschek recebe reforço de segurança. Iniciativa da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), o projeto Parque Seguro começou a ser implementado na última semana. O esquema terá monitoramentos feitos por um drone e câmeras.

Apesar de não ter relação direta com o crime dessa terça, o projeto chega em um momento oportuno. A ideia é que os 420 hectares do parque sejam monitorados 24 horas por dia.

Pelo local passam diariamente 14 mil pessoas. Aos fins de semana, são 37 mil visitantes, segundo a Secretaria de Turismo. Os dados apontam que número o de frequentadores pode chegar a 80 mil em eventos especiais.

Mudanças
O drone utilizado pela PM foi cedido pela Receita Federal. “Foi um objeto apreendido pela Receita em uma operação e doado para a gente. Também temos planos futuros para a aquisição de outros drones”, conta o major Michello Bueno, porta-voz da PMDF.

Além disso, o Parque da Cidade receberá uma base móvel da Polícia Militar. A estrutura conta com uma haste de elevação, posicionada em um ônibus da corporação. Uma câmera que gira 360 graus fica na ponta da torre. Os aparelhos de imagem já existentes no parque também serão interligados à base móvel. “A polícia vai ficar naquele ônibus, monitorando o parque. Se houver alguma atitude suspeita, uma viatura será direcionada ao local”, explica o major.

Ainda será feita uma parceria entre os comerciantes do parque e a polícia para que a PM também tenha acesso às imagens feitas pelas câmeras desses estabelecimentos. “Com esse projeto, a gente consegue usar menos pessoas e ter uma segurança maior”, afirma Michello. 

Segurança

Consultada pelo Metrópoles, a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSPDF) informa que não tem dados específicos sobre os índices de criminalidade do Parque da Cidade Sarah Kubitschek.

Também informou que há três câmeras de videomonitoramento da SSP/DF em funcionamento no Parque da Cidade. “As imagens são transmitidas ao Centro Integrado de Operações de Brasília (Ciob) que monitora a cidade e identifica suspeitos de crimes”, assinalou a pasta.

De acordo com o major Michello Bueno, a maior parte dos crimes no local ocorre durante a madrugada, entre as 0h e as 5h. “Grande parte dos frequentadores do parque são famílias e atletas, que visitam o local de manhã, de tarde e no começo da noite. Os índices de delitos nesses horários são muitos baixos. Queremos manter as taxas mais baixas ainda para trazer uma maior sensação de segurança”, ressalta Bueno.

Memória
Nesta terça-feira (12), investigadores da 1ª Delegacia de Polícia prenderam um casal suspeito de matar Givaldo Gomes da Silva, 52 anos, no Parque da Cidade. Segundo os investigadores, o crime foi motivado por uma dívida de drogas e a vítima foi assassinada com mais de 20 facadas.

Além disso, em 2018, a região foi palco de outros crimes bárbaros: em 16 de dezembro, o corpo de Robson Milton Santos foi encontrado nu, com trauma no rosto e sem documentos, próximo ao Pavilhão de Exposições do parque. O suspeito de matar Robson foi preso em 20 de dezembro do mesmo ano. Mensagens encontradas no celular do acusado mostram uma conversa em que ele afirma ter cortado a garganta da vítima com estilhaços de uma garrafa.

Em maio do ano passado, um adolescente de 16 anos foi espancado até a morte durante uma festa de música eletrônica no local. Um grupo de 20 pessoas cercou e surrou o garoto, suspeitando que ele havia roubado um celular. O furto não foi comprovado.

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