O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, disse que a maioria do partido decidiu indicar, neste sábado (12/1), apoio à reeleição do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Ele conta com apoio do PSL, partido do presidente da República, Jair Bolsonaro, e com a maioria das legendas do Centrão. Maia é o favorito na disputa e, com o PDT, enfraquecerá o campo de oposição a Bolsonaro.

“O partido fez um indicativo de apoio ao nome dele, mas priorizando ainda a conversa com o bloco (PSB e PCdoB)”, disse Lupi. Segundo ele, a aliança com Maia é “amplamente majoritária” na bancada do pedetista na Câmara.

Lupi pondera, no entanto, ainda buscar acordo com o PSB e o PCdoB, que agora inclui o PPL. Dirigentes das siglas devem se reunir na terça-feira (15) para tomar uma posição.

De acordo com Lupi, até lá, o apoio a Maia ainda não está garantido. Ele diz avaliar se o PDT pode se isolar dos outros partidos para apoiar o atual presidente da Câmara. “Eu senti muita dificuldade do PSB, mas tenho que apoiar o decorrer desse processo”, afirmou.

O deputado eleito Fábio Henrique (PDT-SE) elogiou Rodrigo Maia e afirmou que defendeu a aliança de seu partido com ele. “Em reunião hoje no Rio de Janeiro, a bancada do PDT, pela sua absoluta maioria, decide aprovar um indicativo de apoio a Rodrigo Maia para a presidência da Câmara. Fico feliz porque defendi essa posição. Maia tem sido um grande presidente do poder Legislativo federal”, escreveu em nota pública no Twitter.

Os líderes de PDT, PSB e PCdoB haviam anunciado a formação de um bloco de oposição a Bolsonaro na Câmara, que poderia ser o maior da próxima legislatura com 70 integrantes – o PT, fora do grupo, possui 56. O bloco ainda busca a adesão de outras legendas. O PSL de Bolsonaro tem 52 deputados eleitos.

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