Os contratos futuros de petróleo encerraram o pregão desta segunda-feira, 14, em baixa, pressionados pelos fracos dados de comércio da China, que forneceram um novo sinal de que a segunda maior economia do mundo está perdendo vigor.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para entrega em fevereiro fechou em queda de 2,09%, cotado a US$ 50,51 por barril. Já na Intercontinental Exchange (ICE), o barril do Brent para março recuou 2,46%, para US$ 58,99.

Um declínio inesperado nas importações e nas exportações chinesas em dezembro pesou sobre os mercados acionários globais e sobre os preços de commodities nesta segunda-feira, com os investidores temendo que uma desaceleração na economia chinesa mais profunda do que o estimado anteriormente possa prejudicar o crescimento global. “Em dezembro, a atividade comercial chinesa diminuiu significativamente como resultado da disputa comercial com os EUA. Contrariando as expectativas, tanto as importações quanto as exportações caíram em base anual”, disseram analistas do Commerzbank em nota a clientes.

No entanto, “além dos números principais, vale a pena notar que as importações de petróleo bruto da China estão subindo, de acordo com dados alfandegários, e, pelo segundo mês seguido, acima da marca de 10 milhões de barris por dia”, disse o diretor global de estratégia de mercados de commodities do BNP Paribas, Harry Tchilinguirian. A China ultrapassou os EUA em 2017 como o maior importador mundial de óleo cru.

Na sexta-feira, o recuo nos mercados acionários acarretou uma redução no apetite por risco e fez com que os preços do petróleo caíssem quase 2% na última sexta-feira, em um movimento também de realização de lucros após nove sessões consecutivas de ganhos para o óleo. O mercado de petróleo ganhou força diante das negociações comerciais sino-americanas e de cortes na produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e aliados. “O ministro de Energia saudita reafirmou no fim de semana que acredita que a Opep+ tomou medidas suficientes para equilibrar o mercado de petróleo este ano”, comentou o analista de commodities do ING, Warren Patterson. Fonte: Dow Jones Newswires.

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